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Estado de Minas

Servidores da educação protestam por piso salarial e 13º

Professores, diretores e funcionários de escolas aproveitam reunião entre governo e sindicato na Cidade Administrativa para protestar, e ameaçam greve caso não haja acordo


postado em 16/01/2020 15:23 / atualizado em 16/01/2020 15:53

(foto: Matheus Muratori/EM/DA Press)
(foto: Matheus Muratori/EM/DA Press)
O ano letivo nas escolas estaduais de Minas Gerais pode atrasar. Isso porque os servidores da educação cobram do governo o pagamento do piso salarial, além do pagamento do 13º atrasado. Cerca de 100 pessoas protestaram na tarde desta quinta-feira em frente ao prédio Minas, na Cidade Administrativa, exigindo alguma posição da Secretaria de Estado de Educação e do governo do estado.

A manifestação foi convocada no mesmo horário em que ocorria a reunião mensal entre a secretaria e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE). Nesta quinta, o encontro também tem a participação de representantes da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

“Temos um emaranhado de reivindicações devido ao mau-trato do governo do estado em relação à educação. Hoje, reivindicamos o pagamento do piso salarial nacional, que é garantido em lei e gira em torno de R$ 2.800. O salário-base em Minas é de menos de R$ 2.000. Temos mais da metade dos profissionais da educação que ainda não receberam o 13° e não temos perspectiva, porque o governo não se posiciona", disse Adriano de Paula, de 40 anos, professor de história e diretor estadual do Sind-UTE, ao Estado de Minas.

O início do ano letivo em Minas Gerais está agendado para 3 de fevereiro. Entretanto, o início das aulas nas escolas estaduais pode atrasar, caso a categoria defina por uma paralisação, conforme explica o diretor.

“Temos uma assembleia marcada para 5 de fevereiro, primeira semana do retorno às aulas, onde vamos discutir exatamente isso. A assembleia já é com indicativo de greve, e vamos colocar a proposta em votação. Há uma possibilidade grande de o ano letivo não iniciar. O governo alega que não pode pagar 8% do reajuste do piso porque está em crise, mas vemos altos gastos com dinheiro da educação e prometendo reajuste para outras categorias", completou.

Um dos manifestantes, Marcelo Abritta, professor de língua espanhola, explica que, além do piso e do 13°, a categoria tem outras reivindicações. "Tiraram o espanhol da grade, sou professor de espanhol. Estou sem trabalhar, sou efetivo, e não sei o que farão comigo. Não aceito trabalhar em outra área sem ser a minha. Esse é um caso, mas tem outros, como o de serventes das escolas, que estão diminuindo. Temos piso e 13° para tratar, se não houver acordo, a tendência é de greve, que não voltem as aulas. Usamos essa reunião de hoje, que trata da designação de professores, para externar nossa insatisfação", disse.

As secretarias de Educação e de Planejamento e Gestão devem se manifestar após a reunião, assim como o Sind-UTE.


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