Publicidade

Estado de Minas SÃO PAULO

Bruno Covas tem câncer no estômago com metástase


postado em 29/10/2019 04:00

''Não tenho dúvidas de que vou vencer este desafio'', disse Covas (foto: ALEX SILVA)
''Não tenho dúvidas de que vou vencer este desafio'', disse Covas (foto: ALEX SILVA)

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, (PSDB), de 39 anos, vai começar tratamento de quimioterapia para combater um câncer diagnosticado na cárdia, transição entre estômago e esôfago, mas não se afastará do cargo. O médico Artur Katz afirmou em entrevista coletiva no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde Covas está internado, que também existe metástase no fígado e nos gânglios linfáticos. A metástase indica que uma célula cancerígena saiu do estômago e foi para essas duas regiões. O cirurgião Raul Cutait informou que se trata de "uma pequena lesão no fígado". "O fato de não ter lesão no peritônio (membrana que reveste as paredes da cavidade abdominal e recobre órgãos abdominais e pélvicos) é uma boa notícia", disse. Segundo ele, a doença foi “traiçoeira”, porque não havia sintoma no local. Apenas a trombose, que foi detectada no fim da semana passada, indicou a possibilidade do câncer.

No dia 19, o prefeito paulistano esteve no pronto-atendimento do Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, foi diagnosticado com erisipela (infecção na pele), medicado e liberado. "Foi tratado corretamente, recebeu antibiótico e anti-inflamatório", afirmou o médico David Uip, que coordena a equipe responsável por Bruno Covas no Sírio-Libanês. Ele foi internado no dia 23 no Sírio-Libanês para continuar tratando essa infecção. Dois dias depois, entretanot, foi diagnosticado com quadro de trombose venosa das veias fibulares, na perna.

No último sábado, outros exames diagnosticaram tromboembolismo pulmonar e uma tumoração no trato digestivo. Por fim, outro exame, laparoscopia (cirurgia minimamente invasiva), feita na noite de domingo, confirmou o tumor maligno.

TRATAMENTO


O oncologista Túlio Pfifer informou que as sessões de quimioterapia têm três tipos de medicamentos. A opção pela quimioterapia é porque ela "pode englobar a doença toda ao mesmo tempo". Pfifer disse ainda que Covas "está internado por causa da trombose" e "assintomático com relação ao tumor". Segundo ele, "a quimioterapia é desenhada para ser feita a cada duas semanas". "A princípio, depois do terceiro ciclo a gente faz o primeiro controle radiológico", afirmou.

Os médicos disseram também que a doença de Bruno Covas não tem relação com a do avô, o ex-governador de São Paulo Mário Covas, que morreu de câncer de bexiga em 2001. "O câncer do Mário Covas foi um câncer de bexiga, não tem nada a ver com o que está acontecendo hoje", afirmou o médico David Uip. A equipe explicou que esse tipo de tumor que afeta o prefeito Covas é relativamente frequente, mas mais raro nos jovens.

Por enquanto, Bruno Covas permanecerá à frente da Prefeitura de São Paulo. "Ele tem a responsabilidade de ficar no cargo enquanto possível e terá a possibilidade de deixar o cargo se precisar. Amanhã tem uma reunião agendada", afirmou Uip. O secretário da Justiça de São Paulo, Rubens Rizek, afirmou que Covas despachou ontem  por meio de assinatura eletrônica. Bruno Covas disse estar confiante e que vencerá os desafios da doença. “Não tenho dúvidas de que vou vencer este desafio. Quero agradecer às centenas de mensagens que tenho recebido de inúmeras pessoas. Ajuda muito a enfrentar a tempestade”, disse Covas em rede social.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o prefeito "está muito bem fisicamente e com todas as condições para manter uma rotina de trabalho". E que "ele está em contato permanente com secretários, por telefone, e está assinando atos, decretos e despachos, por via eletrônica, com a ajuda de um tablet, por meio de um sistema recentemente implantado por ele próprio na prefeitura".

Ainda de acordo com a prefeitura, enquanto durar a internação, Covas atenderá os secretários no hospital. Uma reunião está marcada para hojepara que o prefeito passe orientações a todo o secretariado. Ainda segundo a nota, as inaugurações e entregas de obras previstas para os próximos dias deverão ser mantidas, mesmo sem a presença do prefeito.
 



Publicidade