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Estado de Minas

'Macron é de esquerda e eu sou de centro-direita', afirma Bolsonaro

Durante entrevista, o presidente brasileiro reafirmou que 'pode conversar' com o presidente da França, mas apenas depois de um pedido de desculpas


postado em 28/08/2019 16:05 / atualizado em 28/08/2019 16:44

(foto: Alan Santos)
(foto: Alan Santos)
Durante entrevista, nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro repetiu que as acusações e críticas do presidente francês, Emmanuel Macron, são baseadas em falsas informações. Ele ainda reforçou que Macron tem interesses particulares no assunto e que deve desculpas ao governo brasileiro.

“No meu entendimento, houve um aproveitamento por parte do senhor presidente Macron para se capitalizar perante o mundo como aquela pessoa única e exclusiva interessada em defender o meio ambiente. Essa bandeira não é dele, é nossa, é do Chile, é de muitos países no mundo. Então, o que ele fez no tocante ao Brasil? Primeiro, ao ofender o presidente da República eleito democraticamente. E depois, por mais de uma vez, ao relativizar a nossa soberania, isso despertou o sentimento patriótico do povo brasileiro, bem como de outros países da América do Sul que fazem parte da região amazônica”, afirmou.

Durante a entrevista do presidente do Chile, Sebastian Piñera, que visitou o Palácio da Alvorada pela manhã, Bolsonaro interferiu e completou a fala do chileno. Piñera respondia a uma pergunta sobre o isolamento de Macron na cúpula do G7, em relação aos escândalos da Amazônia.

“Essa inverdade do Macron ganhou força porque ele é de esquerda e eu sou de centro-direita também. Então, deixo bem claro isso aí para vocês. Hoje, um jornal alemão nos procurou, estamos acertando, talvez eu dê uma declaração porque o jornalista andou pela região Amazônia e está surpreso com a forma carinhosa e positiva como eu sou avaliado nessa região”, disse Bolsonaro.

Um repórter rebateu a fala do presidente: “Na França ele é considerado centro-direita” e o presidente brasileiro contrapôs: “Para você, para mim não. Ele é de esquerda, até pelo comportamento”.

O presidente também voltou a afirmar que “pode conversar” com Macron, mas somente após “ele se retratar do que falou”.

 

Veja o vídeo: 

 


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