
De acordo com 'O Antagonista', em 16 de maio, quatro meses antes da decisão de Fux, de 28 de setembro, o Ministério Público Federal já havia se manifestado contra a entrevista do ex-presidente.
Portanto, de acordo com 'O Antagonista', em setembro Deltan informou aos colegas o deferimento, pelo STF, de um pedido que a força-tarefa já havia feito em primeira instância.
O primeiro áudio divulgado pelo site The Intercept e atribuído Deltan Dallagnol é: “Não vamos alardear isso aí, para evitar a divulgação enquanto for possível. Porque, quanto antes divulgar isso, vai ter recurso do outro lado, ou vai para plenário. O pessoal pediu para não comentar publicamente, deixar que a notícia surja por outros canais isso, pra evitar precipitar recursos de quem tem posição contrária à nossa”, afirmou no áudio.
Na sequência, ele emenda: “Mas a notícia é boa para terminar bem a semana, depois de tantas coisas ruins, e começar bem o final de semana”.
De acordo com o site 'The Intercept', o áudio foi enviado aos colegas pelo procurador por meio do aplicativo de mensagens Telegram em 28 de setembro de 2018.
Em nota, a força-tarefa da Lava-Jato afirma que as mensagens não têm como ter a veracidade comprovada e que as supostas conversas têm sido retiradas de seus contextos. “As supostas mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa são oriundas de crime cibernético e não puderam ter seu contexto e veracidade verificados. Diversas dessas supostas mensagens têm sido usadas, editadas ou descontextualizadas, para embasar falsas acusações que contrastam com a realidade dos fatos”.
Em pronunciamento postado em 10 de junho em sua conta no Twitter, Deltan Dallagnol, afirma que a Lava-Jato vem sendo vítima de ataques. Ele ainda reitera que o Ministério Público recorreu “por diversas vezes” contra decisões do então juiz Sérgio Moro. “Essas acusações não procedem e a origem delas está ligada ao ataque criminoso realizado”, afirmou na época.
Ouça o aúdio publicado pelo The Intercept:
