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Estado de Minas

Manifestantes se reúnem na capital em ato de apoio ao ministro Sergio Moro

O protesto ocorre duas semanas depois da divulgação de reportagens pelo site The Intercept Brasil, que questionam a imparcialidade do ex-juiz responsável pela operação Lava-Jato


postado em 30/06/2019 11:36 / atualizado em 30/06/2019 14:54

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(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A press )

Apoiadores do ministro da Justiça, Sergio Moro, se reuniram na Praça da Liberdade, Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de BH, na manhã deste domingo, 30.

O protesto ocorre três semanas depois da divulgação de reportagens pelo site The Intercept Brasil, que questionam a imparcialidade do ex-juiz responsável pela operação Lava-Jato. O material traz o vazamento de mensagens trocadas pelo ex-juiz com procuradores da força-tarefa da Lava-Jato.

Vestidos com as cores da bandeira do Brasil, manifestantes defendem o ex-magistrado, a Lava-Jato e pautas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), como a reforma da Previdência no modelo proposto pelo minsitro da Economia, Paulo Guedes, e o chamado pacote anticrime de Moro, que propõe medidas contra a corrupção e o crime organizado.

"Foram prometidos vazamentos comprovando atividade criminosa por parte do Moro, mas até agora não vimos nada que mostre que ele tenha influenciado a operação ou a eleição", afirma o coordenador do Movimento Brasil Livre em BH, Ivan Gunther, com o boné "In Moro, we trust" (na tradução: em Moro, nós acreditamos) e camisa a favor da Lava-Jato e com o rosto do ministro de Bolsonaro.

A expectativa dos organizadores era reunir entre 10 e 15 mil pessoas na Praça da Liberdade. Polítios do PSL estavam presentes. Apesar de cheio, o protesto contou com menos pessoas em relação aos atos contra o PT, organizados pelos mesmos grupos.

Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso e a ex-presidente Dilma Rousseff sem ocupar cargo público, os alvos da vez dos manifestantes são o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"O Maia e o Alcolumbre estão emperrando as pautas, junto com o STF. O governo quer fazer alguma coisa e não consegue", afirma a auxiliar de recursos humanos Jusmari Amorim, de 60 anos. Ela carregava uma faixa contra os dois parlamentares.

A esteticista Suzana Franco, de 45, pede concurso público ou mandato para ministros do STF. "O STF defende mais os bandidos do que a população de bem. Usam esse poder a favor de quem os coloca lá", diz.

Os atos foram convocados após o vazamento das mensagens entre Moro e procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. As mensagens sugerem que Moro alterou as estratégias da acusação. Além do The Intercept Brasil, publicações como a Folha de S. Paulo, também analisam o material obtido pelo site.

Em toda a Praça, estavam à venda camisas, bonés, canecas e adesivos com o rosto do ministro Sergio Moro e frases em apoio a ele. No carro de som, um dos manifestantes atribuía a Moro o enfrentamento à corrupção no país. Os participantes também exaltavam o fato de terem eleito Jair Bolsonaro.

“Ele é a favor dos honestos. É um sozinho que está lutando contra os que estão no poder. Apoio Moro integralmente, ele teve a coragem de enfrentar a corrupção”, afirma a aposentada Joventina Batista, de 64 anos. As manifestações deste domingo são organizadas pelos Movimentos Vem pra Rua, Brasil Livre e Nas Ruas. Em Minas, participam também o Direita Minas. Organizadores preveem concentrações em 203 cidades do Brasil.


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