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Estado de Minas

Conselho Nacional do Ministério Público abre investigação contra Dallagnol

Corregedor quer apurar se o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, e outros procuradores cometeram falta disciplinar


postado em 10/06/2019 20:21

Diferentes juristas e entidades se manifestaram(foto: Heuler Andrey/AFP)
Diferentes juristas e entidades se manifestaram (foto: Heuler Andrey/AFP)
O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, decidiu abrir procedimento para investigar a conduta do procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Lava-Jato no Paraná. O objetivo é apurar se os membros do Ministério Público federal cometeram falta disciplinar na forma como atuaram ao longo da operação.
 
A medida foi motivada pela divulgação de conversas pelo celular realizadas por Dallagnol com o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e entre os procuradores que atuam na operação. Segundo o site The Intercept Brasil, responsável pela divulgação, as conversas indicam sugestões de Moro sobre como proceder nas investigações e até mesmo a indicação de possíveis testemunhas. As conversas teriam ocorrido antes da primeira condenação do ex-presidente Lula, a quem Moro sentenciou a mais de nove anos de prisão.
 
Também, um outro procedimento administrativo foi aberto contra Dallagnol nesta segunda-feira, para apurar suposta intervenção na eleição para presidente do Senado Federal. Em uma série de tuítes, ele teria feito contrapropaganda em relação ao candidato Renan Calheiros (MDB-AL).
 
Dallagnol se defende
 
Mais cedo, Dallagnol se manifestou na internet. Em um vídeo publicado no YouTube (veja abaixo), o procurador afirma que a Lava-Jato sofreu um ataque criminoso e diz que não cometeu nenhuma irregularidade. "É muito natural que advogados e procuradores conversem com o juiz mesmo sem a presença da outra parte", afirmou.
 
Desde a divulgação das conversas, diferentes juristas e entidades se manifestaram. Enquanto associações que representam juízes e procuradores saíram em defesa de Moro e da Lava-Jato, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi mais crítica e pediu a o afastamento de Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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