Publicidade

Estado de Minas

Bolsonaro bate continência à bandeira dos EUA, erra bordão e diz que esquerda comanda universidades e imprensa

Presidente afirmou que sua eleição foi um ato de coragem dele que, com a ajuda de seus apoiadores, conseguiu vencer, contrariando o que muitos pensavam


postado em 16/05/2019 16:23 / atualizado em 16/05/2019 18:46

(foto: AFP PHOTO / BRAZILIAN PRESIDENCY)
(foto: AFP PHOTO / BRAZILIAN PRESIDENCY)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu na tarde desta quinta-feira, em Dallas, nos EUA, o prêmio “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Em seu discurso, o presidente escolheu a imprensa brasileira e as lideranças de esquerda como antagonistas ao seu governo.

Ainda em sua fala, ele “lamentou” não poder ter recebido a honraria em Nova York, após ter sido criticado pelo prefeito da cidade. A fala de Bolsonaro durou cerca de 10 minutos.


O presidente afirmou que sua eleição foi um ato de coragem dele que, com a ajuda de seus apoiadores, conseguiu vencer, contrariando o que muitos pensavam.


Bolsonaro também comentou a oposição e as críticas que enfrentou nessa quarta-feira, quando milhões de pessoas, maioria de estudantes, foram às ruas contra os cortes anunciados na educação. Ao tratar dos protesos ele classificou os manifestantes como "idiotas úteis" e "massa de manobra".

“Eu quero agradecer também a coragem desses 22 homens, que são meus ministros, de entrar nesse time. Desde há muito sabíamos que não seria fácil. Como ontem que vimos várias capitais com marcha pela educação, como se no final do ano passado a educação fosse uma maravilha no Brasil!”, disse.


Em sua fala, o presidente ainda disse que a esquerda tem representantes “infiltrados” em diversos segmentos e destacou a comunicação e a educação como tendo as maiores concentrações. “A esquerda tomou e infiltrou, não só na imprensa, como as escolas até de ensino médio”, disparou.


Em outros momentos, Bolsonaro destacou o estreitamento de relações com os Estados Unidos que faz parte de sua linha de adminitração, inclusive, abrindo campo para que o comércio entre os dois países fique ainda mais intenso.

No entanto, ele disse lamentar as críticas recebidas e fizeram com que a premiação mudasse de local e até cidade. “Lamento muito o ocorrido nos últimos dias em que não pude comparecer em eventos em outras cidades. Eu não posso comparecer a uma casa onde não me querem bem”, afirmou, mas destacando que o “amor” dele pelo país segue inabalado.


O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, usou as redes sociais para comemorar a ausência de Bolsonaro, a quem chamou de homofóbico com orgulho. Bolsonaro foi alvo de uma campanha de ativistas LGBT em Nova York que levou à retirada de vários patrocínios do evento em homenagem a ele.


Contudo, antes de encerrar sua fala, o presidente brasileiro se embaralhou em seu próprio slogan de campanha ao tentar fazer uma adaptação para agradar os anfitriões da homenagem recebida por ele. “Brasil e Estados Unidos acima de tudo e Brasil acima de todos”, disse. Normalmente, a fala que serve como marca a gestão dele é “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”.  Antes disso, Jair Bolsonaro bateu continência a bandeira norte-americana. 


Publicidade