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Estado de Minas

Bolsonaro: 'Prefeito de Nova York pediu para o povo jogar ovo e estrume em mim'

O presidente chamou o político norte-americano, que comemorou sua ausência, de bobalhão


postado em 12/05/2019 13:47 / atualizado em 12/05/2019 15:01



O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (11) que cancelou a ida pra Nova York porque o prefeito da cidade Bill de Blasio estaria pedindo para as pessoas jogarem ovo e estrume nele. Em entrevista à Rádio Bandeirantes e TV Band News, ele chamou o político norte-americano de “fanfarão, paspalhão e bobalhão”.

De acordo com Bolsonaro, a desistência da viagem que estava prevista para terça-feira (14) – quando ele iria receber o prêmio de Pessoa do Ano pela Câmara do Comércio Brasil Estados Unidos – foi  tomada porque haveria gente “infiltrada” para fazer “balbúrdia”.

Segundo o presidente brasileiro, Blasio teria pressionado o hotel e o museu que desistiram de sediar o evento. "Ele estava se organizando lá e falando abertamente para o povo jogar ovo, estrume e coisa em mim", disse.

A decisão de cancelar a ida, segundo Bolsonaro, foi para evitar o conflito e proteger sua imagem. “Eu poderia levar uma ovada na cara. Não posso aparecer nos jornais do mundo todo, em especial no Brasil, com um ovo no meio dos cornos jogado por um palhaço, por um ativista deste prefeito não menos palhaço, não menos bobalhão, que é o atual prefeito de Nova York”, afirmou. Bolsonaro disse que se o prefeito  Bill de Blasio estivesse no Brasil estaria filiado ao Psol.

Também em sua defesa, o presidente do Brasil disse ter sido muito bem recebido pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump recentemente e que não vai deixar de ir ao país em outras ocasiões. Afirmou ainda que o prefeito de Nova York quer disputar prévias com o norte-americano para concorrer à presidência “mas não vai conseguir nada”.

A briga entre os dois vem ocorrendo via redes sociais depois do cancelamento da visita. O prefeito de Nova York usou as redes sociais para comemorar a ausência de Bolsonaro, a quem chamou de homofóbico com orgulho. Bolsonaro foi alvo de uma campanha de ativistas LGBT em Nova York que levou à retirada de vários patrocínios do evento em homenagem a ele.


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