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Estado de Minas

Mulher de 70 anos nega ter trabalhado para Carlos Bolsonaro

Nadir Barbosa Goes foi exonerada do gabinete do vereador carioca em janeiro deste ano


postado em 26/04/2019 09:46 / atualizado em 26/04/2019 11:15

Vereador Carlos Bolsonaro(foto: Sérgio Lima/AFP )
Vereador Carlos Bolsonaro (foto: Sérgio Lima/AFP )

"Fala com o vereador que eu não sei de nada", disse Nadir Barbosa Goes, 70 anos, ao ser indagada se havia trabalhado no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Bolsonaro  (PSC), vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Matéria publicada nesta sexta-feira pela Folha de S.Paulo revela que Nadir foi exonerada em janeiro deste ano, juntamente com outras oito pessoas, do cargo de oficial de gabinete, onde receberia  salário de R$ 4.271 mensais.

Nadir mora em Magé, cidade que fica a 50 quilômetros do Rio de Janeiro. Ela é irmã do militar Edir Barbosa Goes, 71 anos, lotado no cargo de assessor do gabinete de Carlos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A Folha de S.Paulo também informa que flagrou Edir em casa, em uma  segunda-feira, às 13 horas, e que na ocasião ele usava short e camisa da seleção brasileira. Ele estava em companhia da mulher Neula de Carvalho Goes, 66 anos,  uma das nove pessoas exoneradas pelo vereador em janeiro deste ano, logo após a posse do pai como presidente da República.

Edir justificou que não precisa ir ao gabinete todos os dias, até porque "não há espaço físico" para abrigá-lo juntamente com os demais assessores do vereador. O salário mensal de Edir, segundo apurou a Folha de S.Paulo, é de R7.386.

O chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, Jorge Luiz  Fernandes, negou que Nadir e as outras oito pessoas exoneradas recebiam salários da Câmara do Rio sem trabalhar. Asssessores parlamentares em todo o País têm a prerrogativa de trabalhar nas bases eleitorais de seus assessorados sem precisar ir aos gabinetes.

De acordo com Fernandes, esses nove funcionários exonerados eram responsáveis pela correspondência do vereador com a base eleitoral dele. "Imagina entregar 200 mil correspondências", justificou à reportagem o chefe de gabinete. Segundo ele, esse expediente para entrar em contato com os eleitores foi substituído pelas redes sociais.


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