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Estado de Minas

Máscaras de Bolsonaro e da primeira-dama encalham em BH

Apesar de a festa ter sido marcada por manifestações políticas, poucos foliões levaram no rosto as imagens dos representantes do poder


postado em 10/03/2019 06:00 / atualizado em 10/03/2019 08:05

Máscaras de Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle, e de Moro não saíram (foto: LEANDRO COURI/EM/D.A.PRESS)
Máscaras de Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle, e de Moro não saíram (foto: LEANDRO COURI/EM/D.A.PRESS)

As máscaras dos principais personagens da política brasileira ficaram sumidas das ruas da capital mineira nos dias de carnaval. Apesar de a festa ter sido marcada por manifestações políticas, poucos foliões levaram no rosto as imagens dos representantes do poder. Em algumas lojas de festas, foram colocadas à venda várias máscaras do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle, do ministro da Justiça, Sergio Moro, e da deputada Joice Hasselman, que tiveram grande exposição na eleição de 2018. No entanto, as vendas ficaram longe do esperado e a popularidade das urnas não se reverteu em vendas.

“Esperávamos que essas máscaras fossem ter grande procura, por tudo que aconteceu no ano passado durante a eleição, mas o público do carnaval parece ter um perfil diferente do eleitor do Bolsonaro. Vendemos muitas máscaras venezianas, de super-heróis, de anjos e tiaras, poucas máscaras de políticos”, informou Jane Prates, gerente da loja Mega Festa. Segundo ela, nos carnavais passados foi comum a venda de máscaras de outros políticos.

Para o gerente da loja Gujoreba, Gustavo Batista, apesar de muitos gritos contra políticos no carnaval, os foliões priorizaram fantasias mais comuns, como de sereias e super-heróis, deixando de lado máscaras dos governantes. “Quase não houve procura por máscaras de políticos, nem do Bolsonaro, nem do Lula. Este ano elas não saíram e trabalhamos com outros tipos de fantasias para conseguir boas vendas”, diz. Segundo ele, apesar do aumento do público no carnaval da cidade, as vendas não mudaram muito em relação à festa do ano passado.

Nos blocos de BH, a maioria das manifestações ideológicas foi contrária ao presidente Jair Bolsonaro e contra representantes do governo federal. Logo no primeiro dia de carnaval os organizadores do bloco Tchanzinho Zona Norte reclamaram de censura por parte da Polícia Militar, após um dos vocalistas entoar cantos contra o presidente e ser repreendido pelos militares.

O porta-voz da PM, major Santiago, afirmou que a orientação dada aos organizadores dos blocos era evitar manifestações políticas durante os desfiles por questões de segurança. A determinação da PM foi muito criticada pelos foliões e o Ministério Público e a Defensoria Pública se manifestaram contra qualquer tipo de censura à liberdade de expressão dos blocos de carnaval.

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