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Estado de Minas

Após cinco dias de crise, Bolsonaro demite Bebianno e diz que ocorreram 'incompreensões'

Ex-ministro vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido


postado em 18/02/2019 19:49 / atualizado em 18/02/2019 20:15


Em vídeo divulgado pelo Planalto, na noite desta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirma que tomou a decisão de demitir o, agora ex-ministro, Gustavo Bebianno nesta segunda-feira. Ele reconheceu que existiram “incompreensões” de ambos os lados e afirmou que não devem ser feitos pré-julgamentos sobre os fatos que resultaram na maior crise do governo até o momento.

“Tenho que reconhecer a dedicação e a compreensão do senhor Gustavo Bebianno à frente da coordenação da campanha eleitoral, em 2018. Seu trabalho foi importante para o nosso êxito”, disse.


Bolsonaro também agradeceu aos quase 50 dias em que esteve no governo e desejou “sucesso” a ele na “nova jornada”. “Agradeço ao senhor Gustavo pelo esforço e empenho quando exerceu a direção nacional do PSL e continuo acreditando na sua seriedade e qualidade do seu trabalho. Reconheço também sua dedicação e esforço durante o período que esteve no governo”, salientou.


(foto: AFP / EVARISTO SA )
(foto: AFP / EVARISTO SA )
No começo da noite desta segunda-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, anunciou a demissão de Bebianno. A crise em que, o agora ex-ministro, foi chamado de “mentiroso” por Carlos Bolsonaro e depois pelo próprio presidente, durou cinco dias. Intervalo suficiente para muitas reuniões e algumas trocas de farpas públicas.

"O excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso em sua nova caminhada", informou o porta-voz.

Ainda em sua fala, Rêgo Barros não entrou no mérito da demissão e nem explicou porque outro integrante do governo que também é acusado de usar laranjas, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não foi citado ou sofreu retaliações. “O motivo da demissão é de foro íntimo do presidente”, afirmou o porta-voz.


Quem assume a secretaria com status de ministério é o general Floriano Peixoto. Ele era o secretário-executivo da pasta.


Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido, que também tem o presidente Bolsonaro como filiado. A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente.


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