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Estado de Minas

Estatais de Bolsonaro serão apenas Caixa, BB e Petrobras


postado em 30/01/2019 06:00 / atualizado em 30/01/2019 09:07

(foto: Washington Alves/light press)
(foto: Washington Alves/light press)

 
São Paulo – O secretário-geral de privatizações, Salim Mattar, disse ontem, na abertura de evento do Credit Suisse, que a Petrobras, a Caixa e o Banco do Brasil devem ser as únicas companhias que permanecerão estatais no governo de Jair Bolsonaro, mas “bem magrinhas”, ou seja, sem suas subsidiárias.

O secretário destacou ainda que sua meta é superar de “25% a 50%” o montante que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em Davos que pretende arrecadar com as vendas de estatais, US$ 20 bilhões. “Vamos surpreender”, afirmou Mattar, destacando que, tirando as três estatais citadas acima, a intenção é vender todas as outras e, no caso da Eletrobras, em um primeiro momento capitalizar a companhia e sair do controle.

“Na área de óleo e gás, só vai permanecer a Petrobras”, afirmou o executivo, fundador da Localiza. “A Petrobras é uma megacompanhia, mas não tem eficiência e produtividade que falam no mercado”, disse ele, ressaltando que a companhia deve começar “lentamente” a vender participações de muitas subsidiárias. “A tendência é que até final deste governo a Petrobras tenha vendido todas participações.” O secretário disse que o governo “não pode continuar sendo empresário, mas sim cuidar de coisas que fazem sentido para a população, como saúde e educação”. “Não faz sentido o governo atuar na área de seguros”, afirmou o titular da Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento do governo federal.

Mattar ressaltou que o país tem hoje 134 estatais que podem vir a ser privatizadas. Ele destacou que o governo de Michel Temer privatizou 20, mas o do PT criou 48 companhias públicas. “Queremos o povo rico e o Estado mais enxuto”, comentou. “Se vendêssemos todas as estatais, poderíamos reduzir nossa dívida para R$ 3 trilhões”, disse ele. O secretário afirmou que tem feito trabalho de “formiguinha” para convencer outros ministérios sobre a necessidade de vender estatais e reforçou que os novos executivos que assumiram a Petrobras e o BB têm visão de mercado e não têm resistência a vender as subsidiárias. Destacou também que o Brasil tem “18 estatais dependentes”, que custam R$ 15 bilhões por ano ao governo, como EBC, Valec, CBTU, Embrapa e Codevasf.

Mattar afirmou que os governos sociais-democratas são “fingidos”, não gostam do capitalismo e de empresários. “Este governo gosta de empresários”, disse ele, destacando que não haverá quebra de contratos e que o presidente Jair Bolsonaro vai garantir segurança jurídica para se fazerem negócios.




"Na área de óleo e gás, só vai permanecer a Petrobras. É uma megacompanhia, mas não tem eficiência e produtividade que falam no mercado”
. Salim Mattar,
secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento do governo federal


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