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Estado de Minas

'Poder popular não precisa mais de intermediação', afirma Bolsonaro em diplomação

Presidente eleito e o vice general Mourão foram diplomados pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber


postado em 10/12/2018 17:14 / atualizado em 10/12/2018 21:02

(foto: AFP / EVARISTO SA )
(foto: AFP / EVARISTO SA )

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o vice dele, general Mourão foram diplomados na tarde desta segunda-feira, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua fala, Bolsonaro destacou a importância do voto e voltou a tratar de temas que foram pauta durante as eleições, como a segurança pública e combate a corrupção.  Durante a execução do Hino Nacional e no momento em que recebeu o diploma das mão da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, ele se emocionou e chegou a chorar.

Bolsonaro ainda agradeceu aos seus eleitores e pediu voto de confiança aos que não foram responsáveis pela eleição dele. “Aos que não me apoiaram peço confiança para construirmos juntos nosso país. A partir de janeiro serei presidente de 210 milhões, sem distinção de raça, cor, sexo e religião”, afirmou.


Ainda durante seu rápido discurso, o presidente eleito agradeceu ainda por estar vivo e afirmou que as últimas eleições inauguraram novo momento. “O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”, afirmou.


Durante a campanha Bolsonaro foi alvo de atentado a faca quando cumpria agenda em Juiz de Fora, em Minas. Ele relembrou sua trajetória e disse que o “caminho foi longo e nem sempre foi fácil”.

Apesar de ter travado verdadeiro embate com a Justiça Eleitoral, o presidente eleito ainda agradeceu o “trabalho extraordinário” realizado pelo Judiciário. “Todos queremos a construção de uma Nação mais justa e desenvolvida e uma ruptura com práticas que historicamente retardam nosso progresso”.


Antes de terminar, Bolsonaro também destacou que sua eleição representa um momento de “ruptura com práticas que historicamente retardam nosso progresso”. Bolsonaro disse ainda que o sentimento de mudança ficou claro nas urnas.

“Não mais à corrupção, à violência, às mentiras, à mediocridade complacente com interesses alheios”. Opresidente eleito destacou que o dever é fazer o estado eficiente que faça valer os impostos pagos e que os cidadãos possam voltar com segurança para casa. Ele destacou também o poder do empreendedorismo, fazendo, assim, um aceno à parte econômica.

Bolsonaro chegou ao evento do TSE e encerrou o discurso com uma continência. E o clássico slogan: "Brasil deve estar acima de tudo, que Deus abençoe nosso País." Ele chorou durante o Hino Nacional e foi recebido por gritos de "mito".

Estavam presentes o presidente Michel Temer, os presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, representando o chefe do Poder Judiciário, Dias Toffoli, que tem compromisso no Espírito Santo.


Direitos Humanos



 

A presidente do Tribunal Superior Eleioral (TSE), Rosa Weber, também discursou na sequência. Ela comemorou o aniversário de Declaração Universal dos Direitos Humanos e falou sobre a importância de garantir o respeito à democracia.

“Há exatos 70 anos, a terceira assembleia geral da ONU, reunida em Paris, promulgou a Declaração Universal dos Diretos Humanos, garantindo direitos como a liberdade, a Justiça e a paz no mundo”, lembrou.

Weber ainda ressaltou a necessidade de garantir que, mesmo as minorias, tenham suas especificidades respeitadas e consideradas.  “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Na democracia, senhoras e senhores, maioria e minoria devem coexistir participando dos debates. O princípio democrático ocorre no respeito às minorias, em especial as atingidas pelas situações de vulnerabilidades as quais injustamente estão expostas. Em uma democracia, as leis irmanam e igualam a todos”, afirmou.

Por fim, ela lembrou a Bolsonaro da necessidade de garantir que os princípios da Constituição sejam garantidos e zelados.

“O Brasil está obrigado a cumprir compromissos assumidos há décadas. O Estado brasileiro está comprometido com a garantia dos direitos humanos. Por isso, senhor presidente eleito, o respeito, assumido em visita a esta Corte, a Constituição Federal, deve nortear o seu governo”.


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