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Estado de Minas

Pedido de prisão de Pezão cita 25 bilhetes com informe de valores

Há uma transcrição de conversa telefônica em que Pezão considera interceder em favor de Sergio Cabral junto à direção do presídio Bangu 8


postado em 02/12/2018 09:18 / atualizado em 02/12/2018 12:17

(foto: Tânia Rego/Agência Brasil )
(foto: Tânia Rego/Agência Brasil )


A petição encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão do governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), informa a existência de 25 bilhetes que citam o governador ou codinomes ligados a ele ao lado de valores que, somados, chegam a R$ 2,2 milhões. Além disso, há uma transcrição de conversa telefônica em que Pezão considera interceder em favor de Sergio Cabral junto à direção do presídio Bangu 8, onde o ex-governador cumpre pena.

O documento tem 151 páginas e estava sob sigilo, que foi levantado nesse sábado pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi ele quem autorizou a prisão de Pezão.

Segundo trecho da peça, "foram identificadas anotações com datas e valores que fazem referências a pagamentos realizados a 'PÉ', 'PZÃO', 'PEZÃO', 'BIG FOOT' e 'PEZZONE'. No total são 25 ocorrências, cuja maioria revela transferência de grandes vantagens indevidas para o governador PEZÃO. O montante ultrapassa R$ 2,2 milhões. Foi possível identificar pagamentos realizados entre os anos de 2012 a 2014".

Em outro trecho da petição, a procuradora Raquel Dodge transcreve uma conversa telefônica em que Luiz Fernando Pezão considera ajudar Sergio Cabral. A conversa aconteceu em julho, logo após Cabral se desentender com procuradores que faziam uma inspeção em Bangu 8 e, por conta disso, ter sido encaminhado para outra cela. Na conversa, Pezão se compromete a "entrar no circuito".

Segundo a peça assinada por Raquel Dodge, a conversa telefônica mostraria que "as atuais ligações de Pezão com a organização criminosa segue ativa ainda hoje" e que o governador "desfruta de vínculos com o condenado e associado Sergio Cabral".

Preso na quinta-feira, 29, Pezão está detido na Unidade Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói. Ele está em uma cela especial por prerrogativa de cargo, mas segundo a PM sua rotina é igual à dos demais presos. O Estado não conseguiu contato com a defesa do governador do Rio.

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