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Estado de Minas

"Não me vejo em um palanque pedindo voto como candidato", diz Sérgio Moro

Moro disse que se não der certo no ministério se reinventará no setor privado


postado em 11/11/2018 23:13 / atualizado em 11/11/2018 23:34

O juiz Sérgio Moro em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida na noite deste domingo, 11(foto: Reprodução/Youtube)
O juiz Sérgio Moro em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida na noite deste domingo, 11 (foto: Reprodução/Youtube)

Questionado sobre ter credibilidade suficiente para ser o próximo ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro disse, ontem, que não assumiria o cargo se houvesse risco de “comprometer” a biografia dele. Ao Fantástico, o magistrado descartou ainda qualquer possibilidade de ser candidato à Presidência em 2022.

“Eu estou exercendo uma função completamente técnica, não me vejo em um palanque pedindo voto como candidato. Isso não é da minha natureza. Se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e terei de me reinventar no setor privado”, disse. E reforçou: “Não vou ser candidato. Não sou um político que mente. Com todo respeito aos políticos”.
Moro afirmou ter ficado “tentado” com o convite de Bolsonaro para a pasta. Contou que foi sondado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, uma semana antes do segundo turno, mas preferiu aguardar o encerramento das eleições. “E tudo foi decidido, na verdade, em 1º de novembro”, completou.

“O grande motivador dessa aceitação do convite foi a oportunidade de ir a Brasília numa posição de poder elevada de ministro da Justiça e poder implementar, com essa posição, uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado, que não se encontram ao alcance de um juiz de Curitiba, mas podem estar ao alcance de um ministro em Brasília”, justificou.

Após ser perguntado sobre ocupar um cargo político depois de mandar prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seria um grande adversário de Bolsonaro na disputa eleitoral, o futuro ministro da Justiça desconversou. Disse que “ninguém tinha essa desconfiança” e que estava indo a Brasília para “consolidar os avanços da Operação Lava-Jato”. “Existe uma fantasia de que o ex-presidente Lula teria sido excluído do processo eleitoral por conta de perseguição política. Mas ele foi preso porque cometeu um crime. Eu proferi essa decisão em meados de 2017 e nem conhecia o presidente eleito, Jair Bolsonaro”.

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