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Estado de Minas POLÍTICA

'Chegou o momento de superar a guerra e unir o Brasil', diz Henrique Meirelles

Sétimo colocado no primeiro turno disse que apoiará as reformas que forem apresentadas pelo próximo presidente


postado em 28/10/2018 18:16 / atualizado em 28/10/2018 18:59

(foto: AFP / Daniel RAMALHO )
(foto: AFP / Daniel RAMALHO )
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) disse neste domingo que, passada a eleição, chegou o momento de superar a guerra entre grupos de brasileiros e unir o país.

Após votar num colégio em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista, Meirelles disse que vai apoiar as reformas que forem apresentadas pelo próximo presidente, mas disse que não pensa, no momento, em se colocar à disposição para participar do governo que tomará posse em janeiro.

"O momento é de unir o país em torno de uma proposta de crescimento e é isso o que estarei fazendo", declarou Meirelles, que se candidatou pelo MDB à Presidência da República, mas foi derrotado no primeiro turno.

Segundo ele, o melhor caminho para unir novamente o Brasil passa pelo crescimento econômico, com aumento de emprego e criação de renda. Para tanto, o próximo presidente, disse Meirelles, precisa insistir nas reformas e manter as medidas implementadas pelo atual governo, em especial o regime de teto dos gastos e a reforma trabalhista.

"O oaís não pode entrar numa disputa e ficar numa discussão política daqui pra frente", afirmou o ex-ministro, que não quis declarar em quem votou neste domingo. Meirelles assinalou que pretende continuar participando do debate público, mas que não faz planos de participar do próximo governo.

"Não tenho planos de participar de governo no presente momento. Meu plano é, de fato, prosseguir o meu trabalho de levar minha mensagem em prol do Brasil", afirmou. "Eu quero deixar claro que estarei defendendo as propostas de acordo com o que eu defendi na campanha, com o que eu já fiz e já propus", acrescentou.

No primeiro turno, Henrique Meirelles ficou em sétimo lugar na eleição, com 1.288.948 votos válidos (1,2%). O emedebista gastou R$ 54 milhões do próprio bolso, tendo a campanha mais cara entre os presidenciáveis.

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