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Estado de Minas

Cultura é motivo de bate-boca entre Zema e Anastasia

O tucano acusou o adversário de 'desmantelar' a cultura no estado, enquanto o candidato do Novo disse que Anastasia privilegiou as políticas do setor para 'elites'


postado em 11/10/2018 13:42 / atualizado em 11/10/2018 13:52

(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)

Os candidatos a governador Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB) trocaram acusações nesta quinta-feira em torno do plano de governo para a área cultural em Minas Gerais.

Enquanto o tucano usou as redes sociais para dizer que o adversário vai “desmantelar a cultura do estado, acabar com todos os incentivos e com a Secretaria de Cultura”, o candidato do Novo afirmou que Anastasia privilegiou a cultura apenas para as elites e o acusou de gastar milhões de reais para a construção de prédio, no Barro Preto, que sedia a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

“Fui o governador que mais investiu em cultura. Acredito que cultura é fundamental para a vida das pessoas e um importante motor para o crescimento econômico de Minas Gerais. No meu governo, vou ampliar os programas de apoio ao segmento cultural e valorizar a arte produzida em todo o estado”, afirmou Anastasia em sua página no Facebook.

Já Romeu Zema disse que o projeto cultural do estado tem “privilegiado artistas famosos e protegidos dos reis”. “Não é construindo um edifício fenomenal para uma elite frequentar que nós vamos estar fazendo cultura. Eu tenho na minha visão que a cultura é do povo, e não de uma elite como a monstruosidade que custou milhões”, argumentouo o candidato.

 A Estação da Cultura Presidente Itamar Franco teve as obras iniciadas em 2013 e foi erguida numa área de 14 mil metros quadrados, incluindo além da sala de concertos, um prédio de oito pavimentos que abriga ainda as sedes da Rede Minas de Televisão e da Rádio Inconfidência. A obra foi inaugurada em fevereiro de 2015 e custou cerca de R$ 180 milhões.

 Zema disse ainda que um projeto de cultura forte inclui emprego para que as pessoas tenham dinheiro para frequentar um cinema, teatro ou participar de um evento cultural.

 “Eu sou favorável à cultura, muito, mas quero que o povo e a população tenha força para exercer essa cultura popular. Eu vim do interior, conhelço muito mais do que ele, Folia de Reis, Congado, que provavemente ele viu poucas vezes na vida e eu já vi muito”, continuou.

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