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Estado de Minas

Em entrevista, Haddad critica José Dirceu: 'Não participará do meu governo'

Candidato ao Palácio do Planalto pelo PT concedeu entrevista ao Jornal Nacional e criticou declarações do ex-ministro sobre a possibilidade de o partido 'tomar o poder'; Haddad também recuou quanto à criação de uma nova Constituinte


postado em 08/10/2018 21:15 / atualizado em 08/10/2018 21:38

Além de atacar o ex-ministro, Haddad afirmou que está do lado da social-democracia, que %u201Cgarante o direito do cidadão, do trabalhador e cumpre a Constituição de 1988%u201D. (foto: Reprodução/TV Globo)
Além de atacar o ex-ministro, Haddad afirmou que está do lado da social-democracia, que %u201Cgarante o direito do cidadão, do trabalhador e cumpre a Constituição de 1988%u201D. (foto: Reprodução/TV Globo)
O Jornal Nacional entrevistou o candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) na noite desta segunda-feira (8). Perguntado sobre as declarações do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que o político condenado não fará parte do seu governo. “Dirceu não participa da minha campanha nem participará do meu governo. Eu discordo dele”. Em entrevista ao jornal espanhol El País, Dirceu afirmou que seria “uma questão de tempo para a gente (do PT) tomar o poder. Aí, a gente vai tomar o poder, o que é diferente de ganhar uma eleição”.


Além de atacar o ex-ministro, Haddad afirmou que está do lado da social-democracia, que “garante o direito do cidadão, do trabalhador e cumpre a Constituição de 1988”. Também reafirmou o compromisso de sua campanha com a criação de empregos e com melhorias na educação. “O que nosso projeto quer é o brasileiro com um livro em uma mão e uma carteira de trabalho assinada na outra”, disse.


Perguntado sobre a possível reformulação da Constituinte, o candidato ressaltou que a campanha reviu a questão e faria as reformas por meio de emendas constitucionais. Elas aconteceriam a partir das reformas tributária e bancária e com o fim do congelamento dos gastos públicos. Segundo Haddad, as ações serviriam para melhorar as condições “da classe média e dos mais pobres”.


Fernando Haddad (PT) teve 29,3% dos votos válidos no primeiro turno, por meio de 31,3 milhões de votos. Nesta segunda-feira, o candidato dedicou sua agenda a uma visita ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba (PR). Também se reuniu com aliados no período da tarde, quando traçou estratégias para a segunda etapa da campanha.

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