Publicidade

Estado de Minas POLÍTICA

Candidato com mais votos no 1º turno jamais sofreu virada em eleição presidencial

Na eleição de 2014, Aécio Neves (PSDB) foi quem esteve mais próximo de reverter, porém perdeu para Dilma Rousseff (PT) por 3,4 milhões de votos de diferença. Em 2018, com 99,99% das urnas apuradas, Jair Bolsonaro (PSL) está com 46,03%, contra 29,27% de Fernando Haddad (PT)


postado em 07/10/2018 21:30 / atualizado em 08/10/2018 16:24

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) vão disputar segundo turno em eleição presidencial(foto: Ricardo Stuckert/Fotos Publicas/Divulgacao )
Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) vão disputar segundo turno em eleição presidencial (foto: Ricardo Stuckert/Fotos Publicas/Divulgacao )
O candidato Jair Bolsonaro, do PSL, liderou com folga o primeiro turno da eleição para presidente do Brasil. Com 99,99% das urnas apuradas, ele recebeu 46,03% dos votos válidos (49.275.358) no pleito deste domingo, ficando acima de Fernando Haddad, do PT, que obteve 29,28% (31.341.839). Diante da diferença de quase 18 milhões de votos, o petista terá o desafio de alcançar virada inédita no segundo turno, daqui três semanas, no dia 28 de outubro.

Desde a primeira eleição direta, em 1989, nenhum candidato que terminou o primeiro turno na segunda posição conseguiu ser eleito na disputa contra o líder. Quem esteve mais perto de quebrar essa escrita foi Aécio Neves (PSDB), em 2014. O ex-governador de Minas Gerais e atual senador da República obteve 48,36% dos votos válidos, contra 51,64% de Dilma Rousseff, do PT.

No segundo turno de 2010, Dilma não teve tanto crescimento de voto quanto José Serra, do PSDB, mas mesmo assim ganhou com folga: 56,05% a 43,95%.

Em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB, avançaram ao segundo turno. O petista angariou 11,6 milhões de votos, enquanto o tucano perdeu aproximadamente 2,3 milhões. No fim das contas, Lula venceu a disputa contra Alckmin, por 60,83% a 39,17%.

Na eleição de 2002, José Serra, do PSDB, até evoluiu de maneira significativa no segundo turno, saltando de 19,7 para 33,3 milhões de votos, porém Lula ganhou o pleito com 61,27% dos votos válidos (52,7 milhões).

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, superou Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no primeiro turno. Já em 1989, na primeira eleição direta no Brasil, Fernando Collor (PRN) levou a melhor sobre Lula no segundo turno: 53,03% a 46,97%.

Relembre os resultados de todas as eleições presidenciais:

1989

Primeiro turno

- Fernando Collor (PRN) – 20.611.011 (30,47%)
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 11.622.673 (17,18%)

Segundo turno

- Fernando Collor (PRN) – 35.089.998 (53,03%)
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 31.076.364 (46,97%)

1994

Eleição definida no primeiro turno

- Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 34.314.961 (54,24%)
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 17.122.127 (27,07%)

1998

Eleição definida no primeiro turno

- Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 34.314.961 (54,24%)
-- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 17.122.127 (27,07%)

2002

Primeiro turno

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 39.455.233 (46,44%)
- José Serra (PSDB) – 19.705.445 (23,19%)

Segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 52.793.364 (61,27%)
José Serra (PSDB) – 33.370.739 (38,72%)

2006

Primeiro turno

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 46.662.365 (48,61%)
- Geraldo Alckmin (PSDB) – 39.968.369 (41,64%)

Segundo turno

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 58.295.042 (60,83%)
- Geraldo Alckmin (PSDB) – 37.543.178 (39,17%)

2010

Primeiro turno

- Dilma Rousseff (PT) – 47.651.434 (46,91%)
- José Serra (PSDB) – 33.132.283 (32,61%)

Segundo turno

- Dilma Rousseff (PT) – 55.752.529 (56,05%)
- José Serra (PSDB) – 43.711.388 (43,95%)

2014

Primeiro turno

- Dilma Rousseff (PT) – 43.267.668 (41,59%)
- Aécio Neves (PSDB) – 34.897.211 (33,55%)

- Dilma Rousseff (PT) – 54.501.118 (51,64%)
- Aécio Neves (PSDB) – 51.041.155 (48,36%)

* Os números acima representam apenas os votos válidos

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade