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Estado de Minas POLÍTICA

Haddad aposta em 2º turno e diz que ficará 'mais fácil' para o eleitor escolher

Ele ainda criticou o presidenciável do PSL por ele ter dito que não ligaria para um adversário em caso de derrota


postado em 07/10/2018 09:58 / atualizado em 07/10/2018 10:19

Haddad ao lado da esposa, Ana Estela(foto: Nelson Almeida/AFP)
Haddad ao lado da esposa, Ana Estela (foto: Nelson Almeida/AFP)

Após tomar um café da manhã com aliados em São Bernardo do Campo, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, se disse confiante em um segundo turno e afirmou que ficará "mais fácil" para o eleitor escolher na segunda etapa, em referência ao líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL).

Ele ainda criticou o presidenciável do PSL por ele ter dito que não ligaria para um adversário em caso de derrota. Haddad afirmou que nunca teria uma atitude como a de Bolsonaro. "Quem não coloca o povo acima das suas pretensões pessoais é que tem esse tipo de atitude. Para mim, a vontade popular tem que ser acima de tudo." Ele se disse um democrata "desde que nasci" e que vai celebrar a vontade popular, independentemente de derrota ou vitória.

Ao falar de um segundo turno contra Bolsonaro, Haddad apostou em destacar que haverá diferenças de projetos, mas evitou tecer ataques mais duros ao adversário, amenizando o tom que adotou na última semana de campanha antes do primeiro turno. "São dois projetos tão diferentes que vai ficar mais fácil para o cidadão votar no segundo turno."

O presidenciável petista disse ainda que a eleição não será definida pelos índices de rejeição. Bolsonaro e ele são os candidatos mais rejeitados pelo eleitor, conforme as pesquisas eleitorais, cenário classificado como "natural" por Haddad.

Sobre o avanço de Bolsonaro na reta final, o petista creditou o resultado à falta de exposição do adversário. "Tem gente que não quer que tenha segundo turno para que não tenha comparação. É mais fácil ganhar eleição sem se expor. A exposição, às vezes, prejudica um candidato que não tem proposta."

Haddad se encontrou com aliados na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, local que há exatos seis meses o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal. A agenda foi um gesto de aceno a simpatizantes de Lula no reduto eleitoral do ex-presidente.

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