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Estado de Minas

Panfleto pede que católicos não votem em políticos que aprovaram reforma trabalhista e PEC dos Gastos

Documento traz a lista de candidatos que não mostraram 'compromisso mais efetivo com a cidadania' e votaram contra orientações da CNBB. Em nota, a Arquidiocese de Belo Horizonte informa que não tem relação com o material


postado em 08/09/2018 13:17 / atualizado em 08/09/2018 23:27

(foto: Reprodução )
(foto: Reprodução )
Uma lista com os nomes dos deputados federais e senadores mineiros que votaram a favor das leis da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita e da PEC que limita os gastos públicos está circulando nas redes sociais e será distribuida aos eleitores de Minas Gerais. 
 
No texto, os parlamentares são apresentados como aqueles que votaram “em desacordo” com orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e por isso, não devem receber o voto dos católicos. 
O material reproduz parte de uma resolução do Núclo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) – órgão da Puc Minas – e da Arquidiocese de Belo Horizonte, de maio deste ano, a partir de notas publicadas pela CNBB. 
 
Em nota, a Arquidiocese da capital informou que não tem nenhuma relação com o material. "Não indicamos nomes de candidatos, para serem ou não votados, ou partidos. Isto significa que não são oficiais nem autorizadas pela autoridade competente as publicações e mensagens que recomendam ou desaconselham voto em determinado partido político e respectivos candidatos", afirma.
 
 
A resolução diz que "a Arquidiocese de Belo Horizonte produzirá orientações específicas para o processo eleitoral de 2018, nas quais ressaltará o compromisso da comunidade católica a não votar em parlamentares que pretendem se reeleger, mas que, no exercício de seu mandato, votaram contra o interesse popular”. 
 
De acordo com o texto da resolução, os eleitores católicos serão convidados a “considerar o modo como tais políticos votaram nas importantes decisões que foram tomadas pelo Congresso Nacional nos últimos anos”. 
 
Ainda segundo a resolução, estariam excluídos da lista de potenciais candidatos os políticos e partidos que “com a sua atuação parlamentar, não mostraram possuir 'compromisso mais efetivo com a cidadania', conforme 'convocação do Evangelho de Jesus Cristo', tal como se expressa naquelas orientações de 2016”.
Na ocasião, o Coletivo Arquidiocesano de Fé e Política diz que cuidadará de publicizar o nomes dos parlamentares mineiros que votaram contrários às orientações da igreja. 
 
A reportagem não encontrou integrantes do coletivo para comentar o assunto.
 

Arquidiocese se manifesta

 
A Arquidiocese de Belo Horizonte informou, por meio de nota oficial, que busca contribuir com o discernimento cidadão no período eleitoral, sempre de modo apartidário, sem fazer referências a legendas ou a candidatos. Disse que sua contribuição decisiva está na abordagem de critérios e elementos que possibilitem ao cidadão, na sua liberdade e responsabilidade, escolher enquanto compromisso com o bem e a verdade.
 
Além disso, a Arquidiocese ressaltou que, em sintonia com a Igreja no Brasil e em Minas Gerais, produz cartilhas, conteúdos audiovisuais, organiza eventos de formação, mesmo debates e discussões, sempre respeitando a autonomia de cidadãos no exercício de escolher seus candidatos.

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