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Estado de Minas

Opinião: a indignação não tem lado

De campos ideológicos diametralmente opostos, dois representantes eleitos pelo voto direto da população foram vítimas, no mesmo ano, de atos extremos de violência


postado em 08/09/2018 06:00 / atualizado em 08/09/2018 10:20


Uma vereadora do Psol foi assassinada a tiros em março, no Centro do Rio de Janeiro. Quase seis meses depois, os responsáveis pela execução ainda não foram identificados e presos. Um deputado, candidato a presidente da República pelo PSL e líder nas pesquisas, foi esfaqueado em Juiz de Fora na última quinta-feira. Quase morreu. De campos ideológicos diametralmente opostos, dois representantes eleitos pelo voto direto da população foram vítimas, no mesmo ano, de atos extremos de violência.

Enquanto a reação da sociedade não se consolidar de forma idêntica na intensidade da indignação, sem ressalvas por causa do posicionamento político dos alvos dos ataques, o Brasil continuará sem rumo. Ou pior. Ao relativizar a barbárie, reagir ao ódio com mais ódio e espalhar fake news sobre fatos, muitos brasileiros cavam ainda mais o buraco onde o país está sendo enterrado enquanto a nossa história arde nas chamas do descaso.

 

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