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Estado de Minas GERAL

Temer fala em distribuição de senha para entrada de venezuelanos

"É inadmissível isso que está acontecendo lá. Ontem eu até disse que isso está colocando em desarmonia o próprio continente sul-americano", declarou


postado em 29/08/2018 11:16 / atualizado em 29/08/2018 11:46

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira, 29, que o Brasil poderá instituir um sistema de senhas para limitar a entrada de venezuelanos no Brasil. Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, Temer afirmou que atualmente entram de 600 a 700 pessoas por dia pela fronteira de Roraima e, com as senhas, entrariam entre 100 a 200 imigrantes por dia. De acordo com o presidente, a ideia das senhas é "organizar um pouco mais essas entradas", disse.

Nesta terça, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen, informou que, do total de venezuelanos que ingressam diariamente no Brasil, cerca de 20% deles permanecem no país. O restante entra em território nacional para muitas vezes comprar suprimentos e retorna ao seu país.

Temer também afirmou que o governo federal está aumentando o processo de interiorização dos imigrantes que permanecem no Brasil, ou seja, está levando parte dessas pessoas para outros estados para diminuir a pressão sobre Roraima.

O presidente, entretanto, não detalhou como será a implementação das senhas, quando elas começariam a ser usadas e também não explicou melhor sobre o processo de interiorização.

Na entrevista, Temer frisou que o pronunciamento feito na terça por ele, quando anunciou a edição de um decreto convocando as Forças Armadas para agir em Roraima por duas semanas, foi "um pouco mais duro" em relação à Venezuela.

"É inadmissível isso que está acontecendo lá. Ontem eu até disse que isso está colocando em desarmonia o próprio continente sul-americano. ... É preciso modificar o clima na Venezuela", afirmou.

Na terça, Temer disse que é preciso buscar apoio com a comunidade internacional para se tomar "medidas diplomáticas firmes".

À rádio, Temer afirmou que o governo brasileiro ofereceu ajuda humanitária à Venezuela há cerca de um ano e meio mas o governo de Nicolás Maduro recusou a oferta. "E o governo recusa lá e os venezuelanos vem para cá. Claro que a nossa política é de acolher aqueles que entram no país, não só nossa política mas os tratados internacionais. Mas o ideal para nós é que eles recebessem lá a nossa ajuda humanitária e que lá eles pudessem permanecer", disse.

O presidente afirmou ainda que a edição do decreto de Garantia da Lei e da Ordem e o repasse de recursos para Roraima visam mais do que auxiliar os imigrantes, também atender aos brasileiros que moram nesta região. "Estamos dando todo apoio aos venezuelanos, mas com vista a proteger os serviços estaduais que são prestados aos brasileiros", disse.

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