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Estado de Minas

Impasse continua e MDB demonstra divisão na definição de coligações

Reunião da comissão especial foi suspensa duas horas após seu início para que houvesse negociações com outros partidos


postado em 05/08/2018 22:59 / atualizado em 06/08/2018 00:01

Leonardo Quintão (Dir.) ficou bastante exaltado e exigiu a ata da reunião, assinada por membros do partido, que desapareceu(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Leonardo Quintão (Dir.) ficou bastante exaltado e exigiu a ata da reunião, assinada por membros do partido, que desapareceu (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

A menos de duas horas para o encerramento do prazo legal para a definição dos candidatos e coligações para as eleições de outubro o MDB mineiro não conseguiu chegar a um consenso. Os membros da Comissão Executiva Provisória Estadual do partido suspenderam a reunião iniciada às 16h, duas horas após seu início, e parte dela deixou a sede do diretório sem revelar o destino. Foi acordada nova reunião para as 23h. Às 22h o deputado Leonardo Quintão que não acompanhou os colegas e permaneceu no diretório, disse que iria à Polícia Federal tentar impedir fraude da ata assinada por ele e por outros cinco membros da comissão, que tratava da primeira parte do encontro. Ele se recusava a dizer onde estariam os pontos da suposta fraude.



Leonardo Quintão, bastante exaltado, exigia dos membros do partido a ata por ele assinada, que desapareceu. Foi apresentada uma ata à imprensa, sem qualquer assinatura, em que o partido fechava a coligação com o PT, DC, PCdoB, PP. De acordo com Quintão, um grupo de deputados que compõem a comissão estaria tentando fechar um acordo com outro grupo político, “sem respeitar o encontro anterior e fora da mesa de negociação, que deveria estar acontecendo aqui na sede”. Segundo Quintão, esse grupo estaria negociando a indicação do deputado Jayme Martins (PSD) como candidato a vice-governador em chapa com Pimentel.

Mais cedo o presidente da Comissão, deputado Saraiva Felipe, havia dito que o acordo ainda não estava fechado e que aguardava uma lista de coligação fechada na convenção do PT e dos deputados que comporiam a possível coligação. Antes do término do primeiro encontro o deputado Iran Barbosa deixou a sede do partido às pressas sem falar com a imprensa. Segundo alguns militantes do partido, ele estaria a caminho de um encontro com o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, que havia colocado seu nome para concorrer ao cargo de governador. Várias faixas saudando os militantes, foram colocadas na sede do partido, com indicativos de sua candidatura ao cargo do executivo estadual.

O deputado Newton Cardoso Júnior, membro da comissão e o presidente da Assembleia não compareceram à sede do partido. A comissão é formada pelos deputados estaduais João Magalhães, Tadeu Leite, Leonídio Bouças e Iran Barbosa e federais Newton Cardoso Júnior, Leonardo Quintão e Saraiva Felipe (presidente).

Integrantes do PT, PCdoB e MDB estão reunidos para tentar viabilizar uma aliança entre os três partidos nestas eleições. Definida uma aliança, a chapa teria o governador Fernando Pimentel como candidato à reeleição e a deputada federal Jô Morais como vice do petista. Até então, Jô teve o nome aprovado para disputar o Senado em convenção realizada nesse sábado.

Com a indicação da comunista para vice de Pimentel, o PCdoB ainda indicaria um nome para primeiro suplente da ex-presidente Dilma Rousseff, que teve o nome aprovado neste domingo para disputar o Senado. Ao MDB caberia a indicação para a segunda vaga do Senado. A comissão provisória do MDB, formada para definir os rumos do partido nestas eleições, chegou a aprovar na tarde deste domingo uma aliança com o PT. Uma ata foi formalizada, mas só foi divulgada nesta noite pelo deputado federal Leonardo Quintão ao reclamar que os demais integrantes da comissão estariam articulando para modificar o texto.

Na sede do MDB, militantes do partido aguardam a volta dos sete parlamentares que integram a comissão para anunciar oficialmente qual a decisão para estas eleições. No início da tarde, o grupo suspendeu a reunião com a alegação que teriam conversas externas. Mas não informaram com quem nem o local.

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