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Estado de Minas

Bolsonaro admite piada machista e diz que, se eleito, pode privatizar a Petrobras

Candidato do PSL foi o quinto entrevistado em programa de televisão. Além de questionado postura machista, também se deparou com temas espinhentos sobre seu programa de governo


postado em 04/08/2018 00:48 / atualizado em 04/08/2018 01:37

O deputado foi questionado se trata mulher como subcategoria (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil)
O deputado foi questionado se trata mulher como subcategoria (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil)

“Fiz uma brincadeira. É comum entre nós homens... o elemento é muito namorador, por exemplo, daí vem uma menina e ele 'fala eu vou ser fornecedor, não vou ser mais consumidor. É uma brincadeira.” Essa foi a justificativa que o candidato à Presidência da República pelo PSL, deputado federal Jair Bolsonaro, deu durante sabatina na GloboNews, ontem à noite, para justificar suas declaração em uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril de 2017, quando afirmou também que teve quatro filhos homens e na quinta vez fraquejou e foi pai de uma menina.

O tema surgiu depois de Bolsonaro passar por uma série de perguntas de jornalistas sobre economia, que questionaram seu despreparo sobre o tema. Ele disse que foi uma brincadeira machista, mas admitiu que existe desproporção salarial de gênero e deixou claro que, em seu eventual governo, não interviria na iniciativa privada para mudar o quadro.

Outro tema espinhoso que o candidato buscou justificar foi sua fala de que quilombolas têm que acabar. “Posso ter sido infeliz na frase, me penitencio. O que eles querem é ter liberdade. Querem quase uma nova Lei Áurea”, disse o deputado, que garantiu ter apoio de quilombolas e concordou sobre a necessidade de buscar novos caminhos que os atendam se eleito. Novamente, o deputado e capitão aposentado do Exército afirmou que não é homofóbico, mas sim contra a ideologia de gênero nas escolas. “Alguém sabe aqui se eu sou gay?”, provocou.

Ao ser perguntado sobre a manutenção do subsídio ao óleo diesel, o que atendeu às reivindicações para o fim da greve dos caminhoneiros, Jair Bolsonaro sugeriu mudanças na política de preços dos combustíveis da Petrobras ou a privatização da petroleira como forma de não onerar a população. “Se não tiver solução, tem que privatizar. Entendo que é estratégica, mas vamos privatizar a Petrobras se não tiver outro caminho”, afirmou.

Porém, deixou claro que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica não entrariam num pacote de privatização, por seu papel estratégico de financiamento. “São 147 estatais no Brasil, 50 criadas pelo governo do PT, alocar companheiros”, justificou Bolsonaro em seu discurso para extinguir algumas dessas empresas.


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