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Estado de Minas

Humberto Costa é hostilizado em reunião do PT sobre acordo com PSB

Senador foi cercado aos gritos de "golpista" e garantiu que apoio ao PSB foi uma orientação de Lula


postado em 02/08/2018 18:57 / atualizado em 02/08/2018 19:06

(foto: Danilo Andrade/Esp. DP)
(foto: Danilo Andrade/Esp. DP)

Acontece neste momento, no Recife Plaza Hotel, em Boa Viagem, o encontro estadual do PT que vai definir o posicionamento dos 300 delegados do partido em Pernambuco em relação à candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo.

 De acordo com o regimento interno, o encontro tem autonomia em relação à executiva nacional - que ontem definiu, por 17 votos a 8, retirar a candidatura de Marília e apoiar integralmente a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

A estratégia tem como objetivo principal evitar a aliança do PSB com Ciro Gomes na corrida presidencial e, ainda, facilitar a reeleição de Fernando Pimentel no governo de Minas Gerais.

Na chegada ao hotel, a pré-candidata reforçou seu posicionamento. "O recado que eu recebi de Lula foi dizendo para gente tocar a campanha, que se ele tivesse aqui estaria na campanha da gente". Depois, Marília Arraes seguiu para uma sala fechada, onde seu reuniu com lideranças do partido.

Do lado de fora, os militantes demonstram apoio à candidatura da vereadora. Quase todos usam adesivos com nome de Marília. Entre eles está o ex-deputado federal, Fernando Ferro, que disparou: "O acordo com o PSB é uma irresponsabilidade completa. Vamos até onde tiver brecha jurídica".

Por volta das 17h30, o senador Humberto Costa, principal articulador contra a candidatura de Marília, chegou ao hotel e foi direto para a sala onde a cúpula do partido debate reservadamente.

Ao tentar dar uma entrevista, entretanto, foi hostilizado pelos militantes do próprio partido, aos gritos de "golpista, golpista". A presença de Humberto elevou a tensão no local.

O que o senador tentava dizer era que a decisão da Executiva Nacional foi tomada de acordo com a orientação do ex-presidente - preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

"Vocês acreditam que existe alguma coisa que seja aprovada no PT que não tenha o apoio ou o conhecimento de Lula?"

Neste momento, Marília Arraes deixou a reunião e já foi para o salão onde os 300 delegados do partido darão seus votos. A imprensa não terá acesso ao local.

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