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Estado de Minas

Cidade Administrativa vira motivo de troca de farpas entre Pimentel e Anastasia

Gastos com manutenção e necessidade da construção tem movimentado a pré-campanha que, até então, estava morna


postado em 26/07/2018 16:51 / atualizado em 26/07/2018 17:28

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Sem muita novidade e ainda em meio a acordos para composição de chapas, a pré-campanha eleitoral ao governo de Minas tem a Cidade Administrativa, até o momento, como principal troca de farpas entre os dois nomes que lideram as pesquisas de intenção de voto: o senador Antônio Anastasia (PSDB) e o governador Fernando Pimentel (PT).

Em nota, nesta quinta-feira, o diretório estadual do PT chamou o tucano de “demagogo” ao defender o que classificaram de “defesa do indefensável”, ao dizer que a construção dos dois prédios no Bairro Serra Verde, Região Norte da capital, não passou de “especulação imobiliária”.

“Certamente que faz isto ou porque é um demagogo ou por acreditar que foi correto gastar a fortuna de R$ 2 bilhões em um conjunto de prédios luxuosos não apenas absolutamente desnecessários ao povo de Minas Gerais como também de manutenção caríssima”, afirmou o partido. A legenda ainda disse que sobre a construção recai denúncias de irregularidades e pagamento de propina. Assunto alvo de investigação da Polícia Federal.

O imbróglio começou na noite da última segunda-feira, quando Anastasia fez um discurso com duras críticas ao governador Fernando Pimentel (PT), citando o atraso de pagamento aos servidores e a decisão de fechar o Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa. Medida foi anunciada em fevereiro deste ano por Pimentel como forma de economizar despesas.

“Fizemos um planejamento de 12 anos quando à frente do governo de Minas para levar desenvolvimento para o vetor Norte. Entre os projetos para a região está a Cidade Administrativa, que valorizou em bilhões os imóveis no entorno. O atual governo fecha os olhos para a região. Fecha o Palácio Tiradentes e volta a administração para o Centro de Belo Horizonte", afirmou Anastasia.

Nessa quarta-feira, o Pimentel respondeu as críticas e disse que os prédios eram desnecessários e de manutenção “caríssima”. “Só de ar-condicionado nós gastamos R$ 10 milhões por mês”. O petista destacou " a herança maldita dos desgovernos de Aécio e Anastasia, que deixaram para os mineiros um déficit gigantesco, de R$ 8 bilhões".

Segundo o governador, a alegação de Anastasia de que o governo tucano teria colocado em marcha um plano de desenvolvimento para a Região Norte, do chamado Vetor Norte," é pura conversa fiada".

No mesmo dia, o diretório estadual do PSDB desmentiu as informações dadas por Pimentel e afirmou que o valor anunciado por ele como mensal, na verdade é anual.

“Durante o ano, em despesas com energia elétrica no complexo de prédios da Cidade Administrativa, foram gastos R$ 9,5 milhões, algo em torno de R$ 800 mil ao mês. Ou o governador desconhece totalmente as contas do Estado ou quer mentir e mais uma vez enganar deliberadamente o povo mineiro”. afirmou a legenda.

O tema, na verdade, sempre foi motivo de troca de acusações entre PT e PSDB em Minas. Desde a época da inauguração do prédio e, vira e mexe, volta a pauta.

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