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Estado de Minas

Deputado mineiro diz que aceita ser vice de Bolsonaro

Marcelo Álvaro Antônio confirmou ter sido procurado pelo presidenciável e disse que estaria honrado em assumir a missão


postado em 24/07/2018 10:59 / atualizado em 24/07/2018 19:07

Marcelo Álvaro confirmou ter sido sondado para a vaga de vice-presidente(foto: Reprodução Facebook)
Marcelo Álvaro confirmou ter sido sondado para a vaga de vice-presidente (foto: Reprodução Facebook)

Não é só o pré-candidato do PDT à Presidência Ciro Gomes que pode ter um vice-presidente mineiro na chapa. O presidente do PSL de Minas Gerais, deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, confirmou nesta terça-feira (24) ao Estado de Minas ter sido sondado pelo presidenciável do seu partido, Jair Bolsonaro, para assumir o posto. E, se depender dele, o convite está aceito.

“O Jair realmente me procurou e conversamos muito, porque existe a possibilidade desta solução. A Janaína (advogada, Janaína Paschoal) foi muito clara ao dizer que precisa amadurecer essa questão com sua família e isso abriu a possibilidade”, afirmou.

Marcelo Álvaro disse estar honrado com a possibilidade e “pronto para assumir a missão”, caso seja o escolhido.

O mineiro Marcelo Álvaro Antônio é evangélico e tem expressiva votação na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Ele concorreu à Prefeitura de Belo horizonte em 2016 e apoiou o prefeito Alexandre Kalil (PHS) no segundo turno da campanha. Além dele, o presidente de honra do PSL Luciano Bivar também foi cotado.

Segundo colégio eleitoral


Sobre o fato de mineiros estarem sendo cotados para vice – o ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) é cotado para vice de Ciro Gomes e Josué Alencar (PR) chegou a ser convidado para vice do tucano Geraldo Alckmin, mas negou – o parlamentar disse ser um momento de protagonismo do estado.

“Minas é o segundo maior colégio eleitoral e está há 12 anos sendo desprestigiada pelo governo federal. Acredito neste sentimento dos mineiros de retomada do protagonismo”, afirmou.

Janaína e Magno

Janaína Paschoal, que ficou conhecida como a advogada do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), praticamente descartou a vaga de vice ao fazer discurso crítico durante a convenção que alçou Jair Bolsonaro à condição de candidato a presidente no domingo. Ela afirmou aos militantes que não deve haver um pensamento único e disse que precisaria de tempo para se decidir sobre a vaga de vice, além de ter condições de influenciar a chapa. Além dela, o senador Magno Malta, do PR, já havia negado participação na chapa.

O deputado federal mineiro creditou a dificuldade de Bolsonaro em conseguir um vice ao “toma lá dá cá” dos partidos. Só com o PSL, o candidato terá apenas 9 segundos de propaganda na televisão. “Ele não faria acordo e a grande maioria dos partidos quer contrapartida para apoiar.

Mas o Bolsonaro tem uma rede social poderosíssima e uma capacidade enorme de propagação de material”,disse Álvaro Antônio.

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