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Estado de Minas

Confirmado na chapa de Anastasia para disputar o Senado, Dinis ataca Dilma

O Solidariedade oficializou a aliança com o senador tucano em ato na manhã desta quinta-feira. É o quinto partido a aderir


postado em 28/06/2018 13:25 / atualizado em 28/06/2018 14:09

Dinis Pinheiro concorrerá ao Senado com o aliado Anastasia(foto: Gladyston Rodrigues / EM / D.A. Press)
Dinis Pinheiro concorrerá ao Senado com o aliado Anastasia (foto: Gladyston Rodrigues / EM / D.A. Press)

O Solidariedade confirmou na manhã desta quinta-feira a adesão à pré-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas. Com isso, os tucanos fecharam a primeira das duas vagas para o Senado em disputa, que será do ex-presidente da Assembleia Dinis Pinheiro, deixando a outra em aberto para negociar com possíveis aliados. No ato, Dinis partiu para o ataque contra a principal adversária nas urnas, a ex-presidente Dilma Rousseff, que deve disputar uma vaga de senadora pelo PT.

Dinis Pinheiro chamou a pré-candidatura de Dilma ao Senado de uma “agressão à inteligência de Minas”. O pré-candidato do Solidariedade criticou o fato de a petista ter transferido seu título de eleitora para Minas para concorrer. “A história dela foi construída no Rio Grande do Sul. Se soltar ela na Praça da Liberdade e pedir para vir na Assembleia não vai conseguir se locomover, ela não conhece a nossa história”, afirmou.

Dinis disse que os mineiros vão “rechaçar” a atitude da adversária e eleger um mineiro. Questionado se sua campanha seria de ataques, ele disse ter feito apenas uma análise e que suas virtudes tem mais semelhança com os mineiros. “O eleitor é acima de tudo cidadão e merece e exige respeito. Confio no meu valor, no meu talento. Tenho cheiro de voto, tenho respeito pelo povo amor pelo povo”, disse.

O pré-candidato ao Senado, que abriu mão da disputa pelo governo por Anastasia, disse não estar preocupado com o nome que disputará a segunda vaga na sua chapa. Ele se esquivou de comentar uma possível participação na chapa do senador Aécio Neves (PSDB), que está afastado dos eventos tucanos desde que foi envolvido na Operação Lava Jato.

O Solidariedade é o quinto partido a fechar aliança com Anastasia. Nesta semana ele acertou a adesão do PTB, que se somou a PSC, PPS e PSD.  Na chapa, já foi definido o vice, que será o ex-prefeito de Uberaba, Marcos Montes (PSD).

Segunda vaga

 

 Anastasia disse mais uma vez que caberá a Aécio resolver se concorrerá ao Senado ou a uma vaga na Câmara dos Deputados. Se resumiu apenas assim o que pensava sobre o ex-governador que o apadrinhou na primeira disputa ao governo de Minas, Anastasia elogiou o jornalista Carlos Viana (PHS), pré-candidato ao Senado cotado para sua chapa. “É um nome excecional, tem feito uma belíssima trajetória e caminhada por Minas, tem feito referências positivas ao nosso nome e eu a ele, mas estamso nessa fase de convergências, a cada dia sua etapa”, disse.


Anastasia disse que o partido tem até o fim de julho para decidir o restante da chapa e que não tem preferidos para a composição. Nem mesmo uma possível união com o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM), que hoje descarta desistir de concorrer ao governo, é desconsiderada pelos tucanos.

Aécio não está fora


Apresentado como suplente de senador do pré-candidato Dinis Pinheiro, o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PPS) também evitou cravar o destino de Aécio. Disse que o tucano tem a marca de seus governos e fará a reflexão no tempo devido.

O presidente do PSDB, deputado federal Domingos Sávio, negou que PSDB esteja deixando o senador Aécio Neves de fora do processo eleitoral e disse que foi ele próprio que colocou a pré-candidatura de Anastasia como prioridade. “Ele não está de fora do processo, não se participa só sendo candidato. Você tendo a clareza de que alguém representa melhor o grupo naquele momento – e ele não escondeu de ninguém que quem melhor representaria esse sentimento de mudança é o Anastasia – isso foi gesto importante do Aécio em favor de Minas”, afirmou.

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