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Estado de Minas

'Vocês estão em SP, eu estou no Brasil', diz Ciro ao atacar reforma trabalhista


postado em 26/05/2018 00:30

São Paulo, 25 - O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, discordou de empresários do setor varejista ao defender, nesta sexta-feira, 25, a revogação da reforma trabalhista.

Em almoço promovido pelo Instituto Desenvolvimento para o Varejo (IDV), na capital paulista, empresários tentaram convencer Ciro de que a reforma feita pelo presidente Michel Temer foi positiva e não causou desemprego, enquanto o presidenciável reforçou a ideia de revogar a proposta argumentando que a medida atingiu os trabalhadores mais pobres.

Para Ciro, a maioria dos trabalhadores no País não contam com uma estrutura sindical forte para negociar com os empresários e estão a mercê da perda de direitos trabalhistas. "Vocês estão em São Paulo, eu estou no Brasil", disse o presidenciável, enquanto discutia com os varejistas.

O pré-candidato do PDT foi o quarto convidado de uma série de conversas que a instituição promove com presidenciáveis. Marina Silva (Rede), João Amoedo (Novo) e Geraldo Alckmin (PSDB) já participaram de encontros com a entidade.

"Temos que modernizar a economia e gerar emprego. Agora, não é perseguindo pobre que a gente vai fazer isso", declarou Ciro, ao se posicionar sobre a reforma.

Empresários, porém, disseram que as mudanças na legislação trabalhista foram benéficas para o setor. "No varejo, os impactos não são negativos, não houve nenhum tipo de redução de empregos por conta disso", afirmou a jornalistas o presidente do IDV, Antonio Carlos Pipponzi, ao comentar o debate com Ciro.

Pipponzi disse que o setor entende que há mudanças necessárias na reforma feita por Temer, mas que o escopo precisa ser mantido. Ele informou que convidou o presidenciável para um novo debate sobre a legislação trabalhista.

Uma convergência de Ciro e dos varejistas, acrescentou o presidente da instituição, foi concordar com uma reforma tributária que desonere o consumo e tribute mais a renda.

(Daniel Weterman)

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