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Estado de Minas

Ex-governador Eduardo Azeredo se entrega à Polícia Civil na capital

Mandado de prisão foi expedido na noite dessa terça-feira. Tucano chegou a ser considerado foragido da Justiça


postado em 23/05/2018 14:53 / atualizado em 23/05/2018 18:19

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )

O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) se entregou à 1ª Delegacia Distrital da Polícia Civil, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, por volta das 14h50 desta quarta-feira. Desde o início da manhã, a defesa do tucano estava em negociação para que ele se entregasse. O carro em que Azeredo e o advogado Castellar Neto estavam entrou direto na garagem da unidade policial e o ex-governador só desembarcou quando já estava dentro do prédio.

Azeredo deixa delegacia em direção ao IML em viatura da Polícia Civil (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )
Azeredo deixa delegacia em direção ao IML em viatura da Polícia Civil (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )
Azeredo teve o ato de prisão lavrado e, às 16h15,  deixou a delegacia em direção ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passa por exame de corpo de delito. Ele foi levado em uma Pajero da Polícia Civil, escoltado por outras duas viaturas. Um helicóptero acompanhou o trajeto, que durou cerca de 25 minutos. O tucano ficou apenas 9 minutos no IML. Foi levado na mesma viatura para o Corpo de Bombeiros, onde chegou às 17h10. 


Por determinação da Justiça, ele não vai para uma prisão comum. O tucano conseguiu na Justiça o direito de ficar preso na unidade do Corpo de Bombeiros, no Bairro Funcionários, sem a necessidade da utilização de uniforme do sistema prisional do Estado. A decisão é do juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte. A Justiça ainda proibiu o uso de algemas.


(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )

No despacho, o juiz da Vara de Execuções Penais afirmou que "a situação é inédita, nunca vista anteriormente em Minas Gerais, ou seja, a prisão de um ex-chefe de Estado. Além de ex-governador, o sentenciado possui vasta participação na vida política nacional por força de democrática escolha popular, sendo inegável o respeito que se deve dispensar a esta vontade, outrora exercida, e por isto mesmo há regramento próprio de proteção a pessoas que desempenharam funções relevantes na República".


O mandado de prisão contra Eduardo Azeredo foi expedido no início da noite de ontem, depois que os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas gerais (TJMG) negaram o último recurso apresentado pela defesa para tentar anular a condenação a 20 anos e um mês de prisão no caso do mensalão mineiro.


Eduardo Azeredo foi condenado sob a acusação de ter desviado R$ 3,5 milhões para sua campanha eleitoral de 1998, quando foi derrotado por Itamar Franco na disputa pela reeleição ao governo de Minas. 

O esquema, segundo a acusação, envolveria a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). (Com agência)

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