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Estado de Minas

'Racista é o c... da sua mãe', diz filho de Bolsonaro, que adota 'Negão' no nome

Flávio Bolsonaro atribuiu a denúncia da PGR a militantes do Ministério Público e disse que o pai foi forjado no quartel 'cheio de negão'


postado em 14/04/2018 11:47 / atualizado em 14/04/2018 14:03

Jair Bolsonaro foi denunciado por racismo pela procuradora Raquel Dodge(foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)
Jair Bolsonaro foi denunciado por racismo pela procuradora Raquel Dodge (foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)

Depois de o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ser denunciado pelo crime de racismo, o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSC), filho dele, mudou seu nome no Twitter para Flávio NEGÃO Bolsonaro. O parlamentar criticou a decisão da procuradora Raquel Dodge, de denunciar seu pai ao Supremo Tribunal Federal (STF) e atribuiu a ação a “militantes” de esquerda do Ministério Público.

“Racista é o c... da sua mãe, militante esquerdista nojento! Jair Bolsonaro foi forjado no quartel, lugar de gente decente, humilde, trabalhadora e cheio de negão!”, postou Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro postou foto com um negro e negou o racismo do pai(foto: Reprodução Twitter)
Flávio Bolsonaro postou foto com um negro e negou o racismo do pai (foto: Reprodução Twitter)

O deputado federal disse pela rede social ser “difícil” ter opinião “politicamente incorreta” e ser uma “ameaça” ao sistema corrupto. “A reação é forte e vem até de militantes do Ministério Público. Fácil mesmo é ser ladrão nesse país, né não?!”, afirmou.

Flávio Bolsonaro registrou em sua pequena biografia do perfil que é “reacionário” e reage “a tudo que não presta, como a esquerda, por exemplo”.

Bolsonaro pai foi denunciado por ofender os quilombolas em uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, ano passado. “ Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais”, disse na ocasião. O parlamentar já foi condenado a pagar R$ 50 mil às comunidades quilombolas e população negra por danos morais por causa da mesma palestra.

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