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Estado de Minas

Polícia Federal investiga empresa de ex-governador Newton Cardoso

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta terça-feira na Rio Rancho Agropecuária S/A


postado em 10/04/2018 18:54 / atualizado em 10/04/2018 19:38

Newton Cardoso (foto) e o filho, o deputado Newton Cardoso Júnior, são investigados pela PF(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Newton Cardoso (foto) e o filho, o deputado Newton Cardoso Júnior, são investigados pela PF (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na empresa Rio Rancho Agropecuária, do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso e de seu filho, o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB).

 

Os mandados, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foram cumpridos na sede da empresa, em Belo Horizonte, e em Grão Mogol, no Norte do estado. O processo, que investiga crimes financeiros, corre em segredo de Justiça.

Embora a busca seja na Rio Rancho, a investigação se estende à Florestal Vale Jequitinhonha, do mesmo grupo. A reportagem entrou em contato com a família de políticos, cuja assessoria de imprensa enviou nota assinada pela empresa Rio Rancho Agropecuária S/A.

A empresa afirma que está à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento. “Atuando no mercado brasileiro por mais de 30 anos, a licitude e transparência nas atividades sempre foram os princípios que nortearam e sempre nortearão nossos negócios”, afirma.

Newton Cardoso é dono de um dos maiores patrimônios do Brasil. Em 2009, ele chegou a admitir que seu patrimônio superava os R$ 2,5 bilhões. Entre os bens listados por ele, estavam 145 fazendas, mais de 200 carros, uma praia na Bahia, um ilha em Angra dos Reis, a fábrica de sucos Goody, dois aviões e um helicóptero, um apartamento em Nova York.

O patrimônio incluía ainda seis quartos de um hotel em Paris, um shopping e dois edifícios em Brumado, na Bahia, cidade onde nasceu, quatro apartamentos em hotel de Belo Horizonte, uma empresa de reflorestamento e aplicações no Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco Mercantil, sendo que em apenas uma delas teria mais de R$ 200 milhões.

Ele também tem seu nome envolvido com diversas irregularidades, entre elas o uso irregular de helicóptero do governo no período em que foi vice-governador.

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