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Estado de Minas

Dallagnol recebe auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio em Curitiba

Ao todo o procurador e coordenador da força-tarefa da Lava-Jato embolsa R$ 6.659,73 em benefícios


postado em 05/02/2018 19:58

(foto: AFP PHOTO/ANDRESSA ANHOLETE )
(foto: AFP PHOTO/ANDRESSA ANHOLETE )

Mais um dos integrantes da força tarefa da Lava-Jato recebe auxílio-moradia, mesmo tendo imóvel próprio. O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da parte que cabe ao Ministério Público Federal (MPF), embolsa mensalmente o valor de R$ 4.377,73 correspondente ao benefício.

Dallagnol também tem entre as verbas indenizatórias R$ 884,00 de auxilio-alimentação e R$ 1,398,00 de auxílio-pré-escola, sendo R$ 699 por cada filho. A informação foi publicada nesta segunda-feira pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha S. Paulo. O total, portanto, fica em R$ 6.659,73 de valores

A reportagem ainda traz a informação de que o procurador comprou, à vista, dois imóveis em um prédio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que tem juros mais baixos de financiamento.

O Ministério Público Federal afirmou que a norma “permite o pagamento” e que o recebimento dos valores “esta amparado em uma liminar e em regulamentações internas que não trazem entre as vedações o fato de que a pessoa possui imóvel”.

Até o momento, o procurador não se pronunciou sobre o caso.

Sérgio Moro também recebe


O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, e que responde pelo julgamento dos casos da Lava-Jato, mesmo morando em apartamento próprio, recebe o auxílio-moradia. Ele afirmou que o valor entra em seus vencimentos como forma de "compensar" a falta de reajuste.

“O auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados e, embora discutível, compensa a falta de reajuste dos vencimentos desde 1 de janeiro de 2015 e que, pela lei, deveriam ser anualmente reajustados”, afirmou o juiz ao jornal O Globo.

O juiz Sérgio Moro, que conduz os principais casos da Operação Lava-Jato, recebe auxílio-moradia de R$ 4,3 mil mesmo tendo um imóvel em Curitiba, onde fica a sede da Justiça Federal do Paraná. O magistrado é um dos que foram beneficiados por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que autorizou o pagamento nos tribunais do país.

Marcelo Bretas e esposa


Outro integrante da Lava-Jato, Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, no Rio de Janeiro, e sua mulher Simone Bretas, do 5º Juizado Especial Federal Cível, também tiveram os dois auxílios-moradia de R$ 4.377,73 cada, denunciados pela imprensa.

A duplicação do benefício para casais que moram juntos é proibida por resolução do Conselho Nacional de Justiça, mas os dois conseguiram o direito a receber quase R$ 9 mil graças a uma decisão judicial. Quando a informação virou assunto nas redes sociais, o magistrado disse que

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