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Estado de Minas

MP identificou que ex-secretário de Paes cobrou propina de pelo menos seis obras


postado em 23/01/2018 13:12

Rio, 23 - O Ministério Público Federal no Rio (MPF) identificou que Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras de Eduardo Paes (MDB) na prefeitura do Rio, supostamente cobrou propina de pelo menos seis obras feitas pelo município. Foram elas: a restauração da Linha Vermelha, o Programa Asfalto Liso, os BRTs Transoeste e a Transcarioca, as obras feitas no entorno do Maracanã e monitoramento de contratos de obras do Corredor Transbrasil.

Pinto foi preso preventivamente nesta terça-feira, 23, pela segunda vez, a partir das novas informações fornecidas por delação premiada. De acordo com o MPF, parte dos recursos obtidos pelo ex-secretário foi para o exterior "de forma sofisticada", por meio de empresas offshore operadas por terceiros para o ex-secretário. O delator do esquema informou que o ex secretário tem mais de R$ 6 milhões em contas no exterior, valor que será objeto de restituição à Justiça Federal.

A operação do MPF e da Polícia Federal (PF) foi denominada Mãos à Obra e foi desencadeada a partir de investigações iniciadas na operação Rio 40 Graus. Investigações indicaram que a cobrança de propina da secretaria ia além dos contratos das empreiteiras com a Prefeitura. Teria alcançado prestadoras de serviços e empresas fornecedoras de materiais para as contratadas.

Foi na Rio 40 Graus, em agosto do ano passado, que Pinto foi preso pela primeira vez. Na ocasião, ele foi acusado de integrar esquemas de corrupção em obras do BRT Transcarioca e para recuperação ambiental da Bacia de Jacarepaguá. As investigações apontaram desvios de R$ 36 milhões dos dois contratos.

Também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra outros cinco acusados, além de 18 mandados de busca e apreensão e seis intimações para depoimento. Um dos alvos teria sido o responsável por realizar as operações de dólar-cabo que abasteceram a conta da offshore Centovalli. Sediada na Suíça, a empresa concentrava os recursos de Pinto.

O MPF afirma que o esquema contava com a participação dos fiscais que supervisionavam o contrato das obras do Corredor Transbrasil. "No total, foram solicitadas ao consórcio vantagens indevidas correspondentes a 7% do valor do contrato, o que equivale a cerca de R$ 1,8 milhão", apontou.

Defesa

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Alexandre Pinto. O espaço está aberto para manifestação.

(Constança Rezende)

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