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Estado de Minas

Geddel diz que assunto sobre denúncias 'está encerrado'

Depois da instalação da Comissão de Ética, o ministro da Secretaria de Governo Geddel Veira, não quis comentar a acusação de ter pressionado o colega o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero


postado em 22/11/2016 13:49 / atualizado em 22/11/2016 14:43

(foto: José Cruz/Agência Brasil)
(foto: José Cruz/Agência Brasil)
 

Brasília O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou no início da tarde desta terça-feira, após encontro com o presidente Michel Temer, que não vai mais comentar as denúncias do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, de que ele teria feito pressão para liberar um parecer favorável a um prédio em Salvador onde comprou um apartamento.

"Esse assunto está encerrado. Como está na Comissão de Ética, não vou mais comentar com a imprensa. Peço que me respeitem", disse o ministro. Ontem, a Comissão de Ética da Presidência decidiu por unanimidade abrir um processo para investigar a conduta do ministro.

Hoje, Geddel não quis responder se já tinha sido notificado, mas o presidente da Comissão, Mauro Menezes, disse que o ministro receberia o aviso ainda ontem e teria o prazo de dez dias para apresentar sua defesa.

Índios


O encontro com o Temer interrompeu uma reunião com líderes da base que Geddel participava na manhã de hoje no Planalto. Geddel teve que deixar a reunião de líderes para tratar a questão de índios que protestam em frente ao Palácio do Planalto.

Lideranças indígenas do Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, associações de pescadores artesanais e quilombolas protestam contra a PEC do Teto, o projeto que permite a venda de terras para estrangeiros e também contra as mudanças nos procedimentos de demarcação das terras indígenas.

Os manifestantes cantavam e dançavam em frente à porta principal do Planalto. Nenhum deles foi recebido por representantes do governo. Ao ser questionado se o governo teria encontrado uma solução para o caso, Geddel respondeu que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, iria continuar a tratar o assunto e que ele se concentraria na pauta do Congresso.

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