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Estado de Minas

Kalil vira alvo dos candidatos adversários no debate da Fumec

O ex-presidente do Atlético não compareceu ao encontro com os estudantes. Ele mandou o vice, Paulo Lamac, que teve de responder às críticas


postado em 14/09/2016 13:06 / atualizado em 14/09/2016 13:24

Ao estilo Kalil, coube a Paulo Lamac rebater os adversários(foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)
Ao estilo Kalil, coube a Paulo Lamac rebater os adversários (foto: Jair Amaral / EM / D.A. Press)

O segundo colocado nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente do Atlético Alexandre Kalil (PHS), virou alvo preferencial dos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte no debate realizado com os alunos da na Fumec na manhã desta quarta-feira.

Mesmo sem estar presente, o empresário foi alvejado por praticamente todos os adversários, que o acusaram, entre outras coisas, de dever dinheiro ao município e fazer parte da politicagem que tanto critica.

Os ataques a Kalil começaram ainda nas apresentações iniciais, quando o candidato do PDT, deputado Sargento Rodrigues, disse que o atleticano tem sete processos por dívidas de IPTU com a cidade.

Em outra oportunidade, o vice-prefeito Délio Malheiros (PSD) também falou da dívida de Kalil. Questionado se convidaria os adversários para conversar, se eleito, o candidato disse que “só não convidaria candidato que não paga IPTU e que diz em qualquer lugar ou contexto que vai roubar. Também quem diz que não vai fazer nada", afirmou, se referindo a Kalil.

O candidato Marcelo Álvaro Antônio (PR) também aproveitou para alvejar Kalil. “Não acredito em quem fala que não é político. Tem que ser político e bom político", criticou.

Eduardo Cunha


O deputado federal Luís Tibé, que concorre pelo PTdoB também trucou Kalil, dizendo que o partido dele, PHS, faz sim politicagem. “'Ele (Kalil) podia ter pedido para o presidente do partido dele ir lá votar contra o Eduardo Cunha, aquele deputado que ofereceu título de cidadão honorário a ele e recebeu mais de R$ 500 mil de mineradora", afirmou. Tibé se referiu ao deputado federal Marcelo Aro.

Coube ao vice de Kalil na chapa, deputado Paulo Lamac (Rede), receber e devolver os tiros recebidos no debate. Já no início do encontro ele já mostrou a que veio e, bem ao estilo Kalil, criticou a presença de “militância paga” nas primeiras fileiras do auditório. Segundo ele, o lugar deveria ser reservado aos alunos, que aplaudiram a intervenção.

Sobrou para Délio


O vice respondeu aos adversários que a candidatura de Kalil é contra a política atual. “Nossa candidatura é contra essa política de trazer claque para tumultuar debate e falar que vai fazer uma coisa e na semana seguinte virar vice de quem ia ser contra de qualquer jeito”, disse, se referindo à decisão de Délio Malheiros de virar vice do prefeito Marcio Lacerda (PSB) na eleição passada.

Sobre Marcelo Aro não ter votado na cassação de Cunha, Lamac disse que seu partido, a Rede, foi que iniciou o processo que levou o peemedebista a perder o mandato.

Roubar para o Atlético


Ao responder a uma pergunta da plateia, Paulo Lamac falou sobre um vídeo que circula na internet em que Kalil diz que faria de tudo para ajudar o Atlético, até roubar nos jogos pelo time.

Lamac respondeu que é uma montagem grotesca, tirada de uma fala descontraída ao final de uma entrevista. “É uma prática não só lamentável, mas criminosa, quando se pega frases descontextualizadas, soma e faz uma mensagem', disse Lamac.

Participaram do debate os candidatos Délio Malheiros (PSD), Marcelo Álvaro Antônio (PR), Reginaldo Lopes (PT), Maria da Consolação (Psol), Eros Biondini (Pros), Sargento Rodrigues (PDT), e Luis Tibé (PTdoB). Além deles, os vices de Kalil, Paulo Lamac (Rede), e de João Leite, Ronaldo Gontijo (PPS). Rodrigo Pacheco apenas se apresentou e saiu, depois de pedir desculpas, para uma entrevista já programada por sorteio em uma emissora rádio.

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