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Estado de Minas

Governo e oposição travam guerra sobre andamento do processo de impeachment de Dilma

Planalto não quer esticar o assunto para mudar o quanto antes a pauta política. Já a oposição não quer que o tema seja analisado em janeiro, mês de férias, quando parte da sociedade estará desmobilizada


postado em 03/12/2015 23:15 / atualizado em 07/12/2015 19:21

No dia seguinte ao anúncio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, governo e oposição travam mais uma guerra. De um lado, o Planalto tem pressa para que o pedido de afastamento da presidente seja analisado e vai articular para que o recesso na Câmara dos Deputados seja cancelado. Já a oposição fala em manobra e diz que intenção do governo em acelerar análise de impeachment é para para esvaziar processo.

Em entrevista nesta quinta-feira, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que a presidente Dilma Rousseff “está com pressa” e tem “preocupação não exclusivamente” com seu governo, mas “com o país”.

"Ela realmente quer apressar, não interessa ficar esticando isso. Ela prefere que eles [parlamentares] próprios tomem essa decisão. Não me parece razoável que o Parlamento [Congresso] se desligue. Já que se abriu um processo de tentar votar um impedimento, e esse impedimento é votado na Câmara, é meio estranho que as pessoas achem: 'Ah, tudo bem, vamos sair de férias e quando voltar a gente decide'”, afirmou o ministro em referência à possibilidade de o recesso parlamentar ser cancelado.

Líderes de oposição viram com desconfiança a estratégia do PT de acelerar a análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para DEM e PPS, o governo quer que o assunto seja discutido durante as férias de janeiro.

"Há uma intenção suposta da base do governo de acelerar a avaliação do impeachment para que isso ocorra em janeiro, um mês de férias, onde boa parte da sociedade estará desmobilizada", sustentou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Mendonça Filho garantiu não ser contra a suspensão do recesso parlamentar de janeiro, mas disse que é preciso levar em consideração que pode estar em curso uma manobra dos governistas para que a opinião pública não acompanhe o processo, o que poderia contribuir para a ação ser "enterrada" antecipadamente na Câmara.

 

Com agências


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