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Estado de Minas

Redução de ministérios é preocupação constante do governo, diz Jaques Wagner


postado em 03/08/2015 12:37 / atualizado em 03/08/2015 12:42

Brasília - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, afirmou que, embora não tenha sido discutida na reunião da coordenação política realizada na manhã desta segunda-feira, no Palácio da Alvorada, a questão sobre a redução e a fusão de ministérios é uma "preocupação constante" do atual governo. "Eu, pessoalmente, acho que é sempre positivo se fazer a racionalização da máquina, mas hoje não teve nenhuma discussão objetiva de fazer uma fusão", disse Wagner, em entrevista coletiva após o encontro com a presidente Dilma Rousseff. Para o ministro, tudo o que se puder fazer para a redução de custos é bem-vindo.

Com o objetivo de atender a apelos pelo enxugamento da máquina e redução de gastos públicos, Dilma decidiu dar aval a um corte no número de ministérios - atualmente, o governo conta com 38 ministros. Conforme o jornal O Estado de S.Paulo revelou em março, Dilma encomendou um estudo sobre a redução de pastas. Desde então, a discussão ganhou corpo no Palácio do Planalto, que pretende poupar do novo desenho os ministérios da área social, ligados a movimentos identificados com o PT.

Cunha

Jaques Wagner disse ainda se preocupar que se mantenha a "institucionalidade" da Câmara dos Deputados, mesmo com o rompimento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo. "Eu acho estranho se a Presidência da Câmara dos Deputados se transformar num bunker organizador da oposição."

Para o ministro, que destacou o fato de ter sido deputado federal por 12 anos, o importante é que o presidente da Câmara tenha um "papel de magistrado" na volta dos trabalhos legislativos, hoje, mantendo o "equilíbrio da Casa". "A única expectativa que eu tenho, como ex-parlamentar, é que essa institucionalidade seja mantida", disse ele, ao reforçar que Cunha, mesmo rompido com o governo, não permita que haja uma "evasão" da institucionalidade.

Renan

O ministro fez questão de ressaltar a relação que o Palácio do Planalto tem mantido com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador e o Senado seriam a aposta do governo para debelar a crise política, inclusive com a tentativa de esfriar a deflagração de um processo de impeachment.

Segundo Wagner, Renan é um homem que "estava e continua se declarando da base do governo", ao contrário de Cunha. "Então, a relação com ele tem momentos de mais ruído, menos ruído, mas é uma relação que está caminhando normal", disse.

Sem dar detalhes, Wagner e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disseram que a maior parte da discussão na reunião de coordenação política girou em torno de propostas que estão na pauta da Câmara e do Senado.


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