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Estado de Minas

Três vereadores de BH são expulsos por divergências com liderança do PTdoB

Pelé do Vôlei, Veré da Farmácia e Vilmo Gomes foram desfiliados do PTdoB por desavenças com a direção nacional do partido. Outros parlamentares ensaiam debandada de suas legendas


postado em 06/05/2015 06:00 / atualizado em 06/05/2015 07:30

Desde o início do ano, os trabalhos na Câmara de BH estão em marcha lenta. Agora é a própria base do prefeito Marcio Lacerda que trava as votações (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Desde o início do ano, os trabalhos na Câmara de BH estão em marcha lenta. Agora é a própria base do prefeito Marcio Lacerda que trava as votações (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)

Começa a dança das cadeiras na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O PTdoB expulsou nessa terça-feira os vereadores Pelé do Vôlei, Veré da Farmácia e Vilmo Gomes do partido, que conta agora com dois assentos no Legislativo Municipal. Conforme o Estado de Minas antecipou em abril, as motivações foram atritos entre os parlamentares e o presidente nacional do partido, o deputado federal Luis Tibé. A sigla informou que houve “reiterado descumprimento das orientações da legenda”. Problemas para a formação da chapa que disputará as eleições de 2016 seriam outro motivo para a desfiliação. Pelo menos mais três parlamentares de outros partidos ensaiam mudar de partido.

Segundo o PTdoB, a decisão partiu da Comissão Executiva Municipal, que deliberou pela desfiliação dos três parlamentares. Com isso, permanecem somente os vereadores Orlei e Léo Burguês de Castro. “O partido considerou, para fins desta decisão, entre outros fatos, o reiterado descumprimento às orientações da Legenda, bem como de seu estatuto e programa, de forma deliberada, por parte dos parlamentares acima referidos. Assim, tendo se tornado insustentável a permanência dos mesmos, não restou ao partido decidir pelo cancelamento da filiação destes vereadores”, informou, em nota.

Na época das eleições da Câmara, Vilmo, Veré e Pelé, que ocupa o cargo de 2º secretário na Mesa Diretora, apoiaram a chapa vitoriosa de Wellington Magalhães (PTN). Isso teria desagradado Luis Tibé, porque o PTdoB contava com candidato próprio – o vereador Orlei – na disputa pelo posto máximo do Legislativo municipal. Apesar do comunicado oficial, Vilmo não confirmou a expulsão e disse que ainda se reunirá com Tibé. “Tiveram atritos, mas agora que os dois saíram (Veré e Pelé), pode ser que eu fique”, afirmou. Pelé e Veré não escondem o receio de perder o mandato.“Agora é com o advogado e pôr na mão do papai do céu”, disse Veré da Farmácia. Ele está em negociação com o PSDC. “Mas saímos legal, levamos o procurador-geral da Câmara (Augusto Paulino) na reunião”, disse. Eles firmaram na segunda-feira termo de desligamento da legenda e agora acertam últimos detalhes para migrar de partido.

Outra razão da saída seria a dificuldade de montar uma chapa em 2016 com cinco candidatos com mandato. “O Tibé mostrou para gente que, com cinco vereadores, é inviável. Eles querem pessoas que não fazem sombra”, disse Pelé, que está conversando com PSDB, PP e PDT. Numa eleição proporcional, o número de cadeiras a que cada legenda tem direito está relacionado ao total de votos do partido, e a permanência de cinco concorrentes fortes poderia afugentar outros candidatos. No último pleito, para eleger um único vereador, o partido teria que ter, no mínimo, 30,6 mil votos. Juntos, os cinco parlamentares eleitos tiveram 28,8 mil votos. Vilmo, Pelé e Veré são os que tiveram menor votação em 2012, eleitos com 5.098, 4.546 e 4.945 votos, respectivamente. Além dos parlamentares do PTdoB, os vereadores do PTN Bim da Ambulância e Lúcio Bocão ensaiam mudar de legenda. A motivação também seria a composição de chapa para 2016. Pablito (PV) também negocia retorno para o PSDB.

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