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Estado de Minas

Apesar dos recuos nas propostas de governo, Marina diz que 'respeitou' o povo brasileiro


postado em 05/10/2014 06:00 / atualizado em 05/10/2014 07:01

São Paulo – No último dia de campanha, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, fez carreata e caminhada em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo. Questionada se a sua queda em intenções de voto nas últimas pesquisas é resultado de erros na campanha, Marina disse não ter arrependimentos, pois “respeitou” o povo brasileiro ao ser, segundo ela, “a única” a apresentar um programa de governo. “Ter feito a campanha propositiva é que foi o acerto”, disse Marina. A candidata foi criticada pelos adversários pelos sucessivos recuos e pelas propostas do programa. Ao se queixar dos ataques, Marina foi questionada se a apresentação do documento pode ser considerada um erro estratégico de sua campanha. “Não. Se não tivesse apresentado um programa, teria sido reduzida a pó”, respondeu.
Em sua fala, que durou cerca de 10 minutos, Marina reforçou seu discurso contra a polarização, a principal estratégia para garantir a ida da pessebista ao segundo turno. “Hoje, o Brasil está dividido em uma guerra que há 20 anos foi estabelecida entre PT e PSDB”, disse a ex-senadora, e completou que o que interessa é ter políticos que prestem serviços à população.
Marina foi questionada também sobre o evento que foi organizado pela campanha ontem. “Eu não faço carreata”, disse Marina, que tradicionalmente se coloca contra esse tipo de ato político, por considerá-lo pouco sustentável. A campanha de Marina, assim como havia feito no Rio de Janeiro na sexta-feira, chamou o evento de sábado de “passeio em carro aberto”. O evento, no entanto, acabou se tornando de fato uma carreata, com Marina em cima de uma picape, ao lado dos coordenadores de campanha Luiza Erundina e Walter Feldman e do vereador e aliado pessoal Ricardo Young (PPS).
Durante a carreata, que durou cerca de 40 minutos, Marina falou sobre temas com apelo à população, como educação, transporte e saúde, além de criticar o avanço da inflação e da corrupção. No discurso, ela citou os escândalos recentes envolvendo a Petrobras. Falou também do companheiro de chapa falecido, Eduardo Campos, afirmando ter “orgulho” de sucedê-lo na eleição.
Durante caminhada, a candidata, timidamente, pediu a três jovens de 19 anos para tirar uma foto com eles. Após a resposta afirmativa, aproximou-se deles e esperou que o fotógrafo de sua campanha fizesse a imagem. “Ajuda a gente”, pediu.

Abelhas

Após percorrer poucos metros em volta da Praça do Forró, em São Miguel Paulista, Marina parou para uma entrevista coletiva. Estava preocupada com algumas abelhas que sobrevoavam uma árvore próxima. “O que é aquilo, Nilson? É abelha? Eu sou superalérgica, vai precisar ser rápido”, disse a Nilson Oliveira, seu assessor de imprensa. A candidata disse estar confiante de que vai ao segundo turno e, ao ser perguntada sobre possíveis alianças caso siga candidata, afirmou que “segundo turno se discute no segundo turno” e que possíveis alianças na segunda fase do pleito dependerão de compromissos “programáticos”. Ela repetiu ainda que fez uma campanha limpa, “sem pagar na mesma moeda” os ataques que recebeu do PT e do PSDB.

 


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