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Estado de Minas

Candidatos ao governo de Minas prometem menos impostos

Pimentel, Pimenta e Tarcísio dizem a empresários em BH que vão reduzir carga tributária


postado em 16/09/2014 00:12 / atualizado em 16/09/2014 10:48

Flávia Ayer e Daniel Camargos

"É revoltante o que o governo do PT fez com Minas. Teve preocupação de enfraquecer o Aécio e castigou o estado" - Pimenta da Veiga (PSDB), candidato ao governo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Seja qual for o candidato eleito em outubro, Minas Gerais vai passar por uma reforma tributária, com redução da burocracia e diminuição dos impostos nos próximos quatro anos de governo. Pelo menos foi o que prometeram nessa segunda-feira os três principais candidatos na disputa – Fernando Pimentel (PT), Pimenta da Veiga (PSDB) e Tarcísio Delgado (PSB) – em sabatina promovida por representantes do setor produtivo e do comércio na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), em Belo Horizonte. Eles se comprometeram a reduzir a carga tributária como forma de impulsionar o desenvolvimento econômico no estado.

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O estado está sendo espoliado na exploração mineral. Está sobrando muito pouco para Minas
O estado está sendo espoliado na exploração mineral. Está sobrando muito pouco para Minas"D - Tarcísio Delgado (PSB), candidato ao governo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

A proposta atende à reivindicação das entidades presentes, responsáveis pela geração de 51% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, 88% da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de 60% dos empregos. Antes de os candidatos se apresentarem, o assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Leão, apresentou as demandas do setor. Uma delas é a redução do ICMS da energia elétrica. "É a terceira mais cara do país", aponta Guilherme.

Se tem uma coisa que faltou foi um projeto de desenvolvimento econômico
Se tem uma coisa que faltou foi um projeto de desenvolvimento econômico" - Fernando Pimentel (PT), candidato ao governo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

O candidato petista, Fernando Pimentel, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, criticou a falta de uma política voltada para o setor. “Se tem uma coisa que faltou, foi um projeto de desenvolvimento econômico”, apontou. Para Pimentel, é necessário acabar com a dependência da economia mineira em relação ao minério e ao café. “Temos uma economia de industrialização tardia e inconclusa”, disse.

Segundo ele, se eleito, trabalhará sob a perspectiva de territórios de desenvolvimento, priorizando a vocação de cada região de forma regionalizada e participativa. “A partir daí vamos discutir a redução da carga tributária em um fórum”, afirmou. Esse fórum, com participação do setor produtivo e do comércio, terá também a função de “diluir o peso” da Secretaria de Estado da Fazenda. “Vamos ter que dividir as dificuldades”, disse.

Principal concorrente do petista, o tucano Pimenta da Veiga pregou a necessidade de uma diversificação da economia mineira, ao destacar a grande participação do café e do minério. Para ele, é preciso “diagnosticar o que tem que ser feito” e, para isso, defende a criação de um núcleo estratégico, com a participação da Fiemg, da CDL e do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi).

O tucano disse que pretende corrigir distorções tributárias. “É um erro enorme taxar além do que deve se taxado.” Ele afirmou ainda que pretende ser o “árbitro” nas disputas envolvendo as pastas da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico. E criticou mais uma vez o governo federal: “É revoltante o que o governo do PT fez por Minas. Teve preocupação de enfraquecer o senador Aécio Neves (PSDB) e castigou o estado”.

Já Tarcísio Delgado (PSB) apresentou a experiência à frente da Prefeitura de Juiz de Fora para expor a necessidade de reforma tributária. Segundo ele, na época, foi possível reduzir impostos e alcançar um nível de arrecadação que agradou ao empresariado e atendeu às demandas sociais. “Minas onera o empreendedor. É preferível ter 10 empresas pagando dois do que duas pagando cinco ou seis”, exemplificou.

A mineração seria o único setor a ficar de fora dessa redução. “O estado está sendo espoliado na exploração mineral. O royalty de minério é 2% e o do petróleo é 10%. Está sobrando muito pouco para o estado. Acho que deveria passar de 2% para 10%”, afirmou Delgado, que defendeu ainda a criação de uma estatal do minério, nos moldes da Petrobras. Para Tarcísio, a simplificação da burocracia para a instalação de empresas e o preço da energia elétrica também são medidas necessárias à economia.

 

 


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