Publicidade

Estado de Minas

Avaliação positiva do governo Dilma cai a 36%, diz pesquisa CNI/Ibope

Foi a primeira vez, desde julho do ano passado, logo após os protestos de rua, que a presidente interrompeu a trajetória ascendente de avaliação positiva


postado em 27/03/2014 11:10 / atualizado em 27/03/2014 11:39

Brasília - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu sete pontos percentuais na comparação com a ultima pesquisa do CNI/Ibope, realizada em dezembro passado. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponta que a aprovação da presidente ficou em 36%, ante os 43% regsitrados anteriormente. O levantamento, primeiro da CNI/Ibope este ano, foi feito entre os dias 14 e 17 deste mês.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais. A sondagem foi feita antes da revelação de que a presidente Dilma Rousseff, quando presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, votou a favor da compra de parte da refinaria de Pasadena com base em um resumo juridicamente "falho".

 

No mesmo período, a sondagem registrou uma oscilação dentro da margem de erro de 35% para 36% dos entrevistados que consideram o governo regular. O percentual dos que o avaliam como ruim ou péssimo o governo da presidente Dilma subiu de 20% para 27%.

Foi a primeira vez, desde julho do ano passado, logo após os protestos de rua, que a presidente interrompeu a trajetória ascendente de avaliação positiva. Na ocasião, ela registrou 31% de avaliação positiva.

O porcentual dos entrevistados que aprova a maneira de a presidente Dilma Rousseff governar caiu de 56% para 51%. Ao mesmo tempo, aqueles que desaprovam a maneira da atual presidente de governar subiu de 36% para 43%.

Assim como a avaliação positiva, a aprovação da maneira de governar de Dilma inverteu a trajetória favorável. Em julho, 49% reprovavam a maneira de governar, superando, na ocasião, aqueles que a aprovavam, que eram 45%. Isso ocorreu logo após o início dos protestos de rua País afora. Foi a única vez que ela registrou uma reprovação superior à aprovação da maneira de governar desde que assumiu a presidência, em 2011.

A confiança na presidente Dilma diminuiu de 52% para 48%. O porcentual dos que não confiam nela subiu no mesmo período de 41% para 47%. Na prática, os indicadores de confiança e desconfiança estão tecnicamente empatados. O índice dos que não souberam ou não quiseram responder a essa pergunta também oscilou de 7% para 5%, dentro da margem de erro.

A presidente está longe de recuperar completamente a confiança que a população tinha nela nos dois primeiros anos de governo, que chegou a 75%.

A primeira pesquisa CNI/Ibope de 2014 foi realizada entre os dias 14 e 17 deste mês com 2.002 pessoas em 141 municípios. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais. A sondagem foi feita, portanto, antes da revelação de que a presidente Dilma Rousseff, quando presidia o Conselho de Administração da Petrobrás, votou a favor da compra de parte da refinaria de Pasadena com base em um resumo juridicamente "falho".

Em 2012, a estatal concluiu a compra da refinaria e pagou ao todo US$ 1,18 bilhão por Pasadena, que, sete anos antes, havia sido negociada por US$ 42,5 milhões à ex-sócia belga. A oposição protocolou hoje o pedido para a abertura de uma CPI no Senado para investigar o caso.

Com Agência Estado


Publicidade