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Estado de Minas

Dilma quebra protocolo e caminha na Praça da Liberdade

Na Praça da Liberdade, Dilma recorda o tempos da infância passada em BH. Antes, cometeu gafe ao chamar Lacerda de prefeito de Porto Alegre


postado em 28/08/2013 00:12 / atualizado em 28/08/2013 07:31

Alessandra Mello, Isabella Souto e Juliana Cipriani

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Depois de caminhar pela praça, a presidente Dilma fez discurso no Centro Cultural, onde voltou a enfatizar seus laços com a capital mineira(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Depois de caminhar pela praça, a presidente Dilma fez discurso no Centro Cultural, onde voltou a enfatizar seus laços com a capital mineira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou a vinda a Belo Horizonte, nessa quarta-feira à tarde, para tentar reforçar seus laços com a cidade natal – onde também nasceu seu provável adversário nas eleições do ano que vem, o senador Aécio Neves (PSDB). Ao chegar a um dos principais cartões-postais da cidade, a Praça da Liberdade, a petista pegou de surpresa a imprensa, seguranças e populares e fez um “passeio” pelo local, onde ela disse que deu seus primeiros passos, com pouco mais de 1 ano de vida. O ato foi feito momentos depois de ela ter cometido uma gafe: ao cumprimentar o prefeito Marcio Lacerda (PSB) em uma formatura de alunos de ensino técnico, chamou-o de prefeito de Porto Alegre.

Acompanhada dos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Marta Suplicy (Cultura), Dilma foi até o coreto, mostrou o Edifício Niemeyer – onde vivia Risoleta Neves, avó de Aécio – e comentou sobre a tradicional Lanchonete Xodó, “onde os casais iam namorar”. No discurso durante a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na antiga sede da Secretaria de Segurança Pública, a presidente se queixou de “algumas pessoas” que dizem que ela não é mineira – caso de Aécio Neves – e de outros que dizem que ela não é gaúcha. “A ditadura me tirou de Minas Gerais e fui acolhida no Rio Grande do Sul. Sou uma mistura, e essa mistura tem como ponto de partida a Praça da Liberdade. Não acho estranho dizerem que não sou gaúcha, pois eles não dizem ocê e uai”, afirmou a presidente, justificando a quebra do protocolo.

No discurso, Dilma afirmou ainda que voltar à Praça da Liberdade foi um momento de “reacender” suas memórias e agradeceu aos seus seguranças por terem permitido a “fuga”. Relembrou a infância, quando morava na Rua Sergipe, as idas ao Minas Tênis Clube e os estudos no Colégio Izabela Hendrix – todos os endereços ao redor da Praça. E aproveitou para fazer um convite ao governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB): “Se ele (Anastasia) arrumar uma banda, volto para escutar no coreto”, brincou. “Fico feliz de estar neste local que faz parte indelével da minha vida. Faz parte da minha memória”, completou.

Durante os minutos que ficou na Praça, a presidente conversou com integrantes do Movimento em Defesa da Serra Gandarela que carregavam uma faixa gigante onde se lia “Olhe bem as montanhas. Estão acabando”. “Ela olhou no nosso olho e prometeu nos ajudar a proteger a serra”, contou Maria Tereza Corujo, de 54 anos, que teve uma conversa rápida coma presidente. Ela estava acompanhada de Jorge Antonio da Gandarela, que também aproveitou o encontro inesperado para expor para a presidente a situação do parque. Segundo ele, o movimento quer que o governo sancione a criação do parque sem a permissão para nenhuma atividade minerária e que toda a área ao redor do parque seja decretada reserva de desenvolvimento sustentável”.

Gafe Poucas horas antes das declarações de amor a Belo Horizonte, Dilma participou da formatura de 2,6 mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado em 2011 pelo seu governo. Lá, ainda nas saudações iniciais, trocou a capital mineira por Porto Alegre, cidade para onde se mudou na juventude durante a ditadura militar. “Queria cumprimentar o nosso prefeito de Porto Alegre, Marcio Lacerda”, afirmou, continuando a ler a sequência das apresentações que recebera do cerimonial.

Pouco depois, recebeu um papel em que parece ter sido alertada do erro. Para reparar a gafe ou não, Dilma fez questão de citar Lacerda – que foi vaiado ao ser chamado a discursar – e Belo Horizonte algumas vezes no restante do discurso. Disse, inclusive, que havia comentado com Lacerda antes da cerimônia sobre a qualidade das obras na Serraria Souza Pinto – local onde foi realizada a formatura.

Também fez questão de dizer que passou pela antiga estação ferroviária e iria para a Praça da Liberdade. A presidente também se referiu com carinho e fez questão de reforçar a relação com a cidade natal. “Volto à minha querida Belo Horizonte para participar de um momento muito importante”, afirmou, se referindo à formatura dos alunos do Pronatec.


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