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Estado de Minas

Duplicação da BR-381 custará no mínimo R$ 2,6 bi

Este valor é a soma de todas as menores propostas oferecidas por empresas na licitação dos 11 lotes da duplicação da estrada


postado em 18/06/2013 06:00 / atualizado em 18/06/2013 07:18

Serão duplicados 303 quilômetros da BR-381, de Belo Horizonte a Governador Valadares. Os vencedores da licitação serão conhecidos em um mês(foto: Marcos Michelin/EM)
Serão duplicados 303 quilômetros da BR-381, de Belo Horizonte a Governador Valadares. Os vencedores da licitação serão conhecidos em um mês (foto: Marcos Michelin/EM)

A duplicação da BR-381 no trecho de 303 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares vai custar no mínimo R$ 2,6 bilhões ao governo federal, valor equivalente a quatro vezes o total financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a reforma do Mineirão. O investimento na rodovia, no entanto, poderá ser ainda maior. O montante a menos é o que será cobrado por consórcios de empresas que ofereceram os menores preços na licitação, encerrada ontem, para os 11 lotes de obras. O vencedor da disputa, no entanto, será o que tiver a melhor nota em duas fases: a de orçamento mais baixo e a de melhor proposta técnica. No formato, caso os consórcios que apresentaram preços mais elevados ganhem a concorrência, a duplicação do trecho, conhecido como Rodovia da Morte, poderá chegar a R$ 5 bilhões.

Os envelopes dos quatro últimos lotes da licitação foram abertos ontem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O valor mínimo mais elevado de toda a disputa foi apresentado para a quilometragem entre o Rio Una e o entroncamento com a MG-435, o lote 9, na entrada para Caeté: R$ 530 milhões, proposta apresentada pelo consórcio Brasil/Mota/Engesur. O preço mais alto para essa parte da rodovia foi registrado pelas empresas Queiroz Galvão/Mendes Júnior/Servneg/Consol, R$ 990,2 milhões. O lote tem 37,5 quilômetros.

As vencedoras da disputa só serão conhecidas em aproximadamente um mês, depois que o Dnit analisar e der a nota para as propostas técnicas das concorrentes. Para o lote 8, o menor preço foi o do consórcio Isolux/Corsan/Engevix, com          R$ 380,8 milhões. A disputa é para duplicação da estrada entre João Monlevade e o Rio Una, com 33 quilômetros. O grupo, formado por empresas espanholas e brasileiras, foi a vencedora, no quesito preço mais baixo, para quatro dos 11 lotes.

As duas últimas etapas da obra tiveram menor preço oferecido pelo mesmo consórcio, que une as empreiteiras Construcap e CCPS Engenharia e Comércio Ltda. O grupo apresentou proposta de R$ 236 milhões para o lote 10, com 18 quilômetros, e de R$ 311,6 milhões para o lote 11, com 13,4 quilômetros. As duas disputas são para as obras mais próximas a Belo Horizonte.

A abertura dos envelopes da licitação aconteceu ao longo de três dias úteis, a partir de quinta-feira. Existe a possibilidade de redução de preços em alguns dos 11 lotes. Conforme as regras da disputa, quando o valor mínimo apresentado pelo consórcio ultrapassa a despesa máxima que o governo pretende empenhar, os autores da proposta mais baixa e com melhor índice técnico são chamados para negociar redução no preço. Esse pode ser o caso, por exemplo, do consórcio J. Dantas/Sotepa, que pediu R$ 64,6 milhões para realizar as obras do lote 4, que prevê a construção de túneis na região do Rio Piracicaba. Na hipótese de o grupo se negar a negociar, a segundo colocado no critério preço mais baixo será convocado, e assim sucessivamente. As chamadas, no entanto, respeitam também as notas alcançadas nas propostas técnicas.


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