O presidente nacional do PT, Rui Falcão, não conseguiu avançar um milímetro na solução do impasse político que neste momento ainda constitui entrave para que o PT de Belo Horizonte reedite a coligação de 2008, apoiando a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Rui Falcão teve longas conversas individuais com o vice-prefeito, Roberto Carvalho (PT), e Lacerda. A Carvalho, disse que caberá ao diretório municipal uma solução. A Lacerda, afirmou ser interesse da executiva nacional a aliança entre o PT e o PSB em Belo Horizonte, inclusive porque em Recife e no Fortaleza o PT governa e quer apoio dos governadores socialistas. Mas Falcão também disse ao prefeito que não haveria intervenção da executiva nacional no diretório municipal, caso ele caminhe em outra direção no ano que vem.
As conversas de Falcão com o vice-prefeito e o prefeito não foram fáceis. Do primeiro, Falcão cobrou um posicionamento tentando convencê-lo do apoio a Lacerda. Roberto Carvalho não cedeu à sugestão de que estaria tensionando a relação com o prefeito para negociar uma posição como vice na futura chapa. Depois de queixar-se da condução do governo Lacerda, Carvalho insistiu que não aceitará aliança com o PSDB. Foi a senha para rechaçar uma abertura de interlocução com o PSB que voltará a ter o apoio dos tucanos, desta vez formal.
Com Marcio Lacerda a conversa de Rui Falcão foi mais amena. Pediu-lhe que ampliasse as conversações políticas em direção ao PMDB, legenda da base de sustentação de Dilma Rousseff (PT). Obteve a promessa de Lacerda nesse sentido, o que, na prática, significa pouco. O PMDB tem candidatura própria e só se unirá ao PT na hipótese deste caminhar em sentido contrário ao prefeito socialista no ano que vem.
