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Estado de Minas

Que venham as boas notícias

O importante é olhar para trás, ver o que não deu certo, aprender com os erros e mirar no que realmente é importante para o país


postado em 08/04/2019 05:07

O presidente Jair Bolsonaro completará 100 dias no poder na próxima quarta-feira, 10 de abril. Não há dúvidas de que é um tempo curto para a cobrança de resultados, mas, diante do tamanho da expectativa em torno da robusta vitória que ele apresentou nas urnas, muitos esperavam um quadro melhor do que o apresentado até agora. Críticas afloraram, fato normal em um regime democrático. O importante é olhar para trás e ver o que não deu certo, aprender com os erros e mirar, daqui por diante, no que realmente é importante para o país.

 

Muitos dos problemas que impediram o andamento do governo foram criados por integrantes da própria administração pública, todos nomeados por Bolsonaro. A opção por uma agenda de costumes em detrimento de medidas efetivas para tirar o país do atoleiro em que se encontra se mostrou um grande equívoco. Perdeu-se tempo demais discutindo temas irrelevantes enquanto a confiança dos agentes produtivos se deteriorava, as projeções de crescimento para a economia encolhiam e o desemprego aumentava. Voltamos, de novo, a computar mais de 13 milhões de pessoas sem trabalho.

 

Com certeza, a piora do quadro econômico foi a grande responsável pela perda de popularidade do presidente, como vêm mostrando as pesquisas. Muitos de seus seguidores nas redes sociais vêm tentando desqualificar os números dos levantamentos — a aprovação do governo é de apenas 32%. Mas é bom deixar claro que esse mundo da internet está bem distante da vida real. Quem está sem trabalho, quem mal consegue ter dinheiro para bancar despesas básicas não está ligado nesse planeta virtual. Contudo, sem dúvida, expressa suas opiniões aos institutos de pesquisas.

 

A história mostra que não há unanimidade entre os governantes. Portanto, aqueles que realmente querem fazer uma boa administração devem ouvir as vozes contrárias, absorver o que é relevante e tentar melhorar. Humildade não faz mal a ninguém. Aqueles que buscam desqualificar os críticos, defenderem um ponto de vista único, estão fadados ao fracasso. Retornemos ao governo de Dilma Rousseff. O isolamento da petista e a soberba com que ela governou a levaram a empurrar o Brasil para uma das mais severas recessões da história. Não por acaso, foi defenestrada do poder.

 

Bolsonaro ainda tem quase quatro anos de mandato. Muito pode fazer pelo Brasil. Para isso, no entanto, precisa urgentemente se livrar dos problemas que estão tumultuando sua administração, provocando crises desnecessárias. A arrumação da casa e uma postura de estadista lhe farão muito bem. A equipe econômica, que vem lutando para impor uma agenda positiva, se ressente da enxurrada de trapalhadas. Sendo assim, a hora é de todas baixarem a guarda, recolocar o governo nos trilhos e trabalhar em favor do Brasil. Quem venham os próximos 100 dias só com boas notícias.


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