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Estado de Minas NACIONAL

Adrilles pode ser condenado a 3 anos de prisão por suposta saudação nazista

Segundo a denúncia, Adrilles violou a lei 7716/89. "Praticou, induziu e incitou a discriminação e preconceito de raça sob a forma de uma saudação nazista"


31/03/2022 20:54 - atualizado 31/03/2022 20:54

Reprodução do gesto feito por Adrilles em programa da Jovem Pan
Gesto de Adrilles Jorge foi interpretado como saudação nazista pelo MP-SP (foto: Reprodução/redes sociais)
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denuciou Adrilles Jorge após uma suposta saudação nazista do comentarista feita no encerramento do programa "Opinião", exibido pela "Jovem Pan", em fevereiro deste ano. 

Segundo a denúncia, assinada pela promotora de Justiça Maria Fernanda Balsalobre Pinto, Adrilles violou a lei 7716/89. "Praticou, induziu e incitou a discriminação e preconceito de raça sob a forma de uma saudação nazista". O gesto foi analisado pelo Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (GECRADI).

Se condenado, o comentarista da "Jovem Pan" pode pegar até três anos de prisão e pagar multa.

"O contexto em que foi feito o gesto, a absoluta identidade estética, o fato de o denunciado jamais ter usado tal maneira de se despedir nos cerca de 60 programas dos quais participou anteriormente são elementos que evidenciam a utilização da saudação nazista", diz um trecho da denúncia.

O documento pede também que as imagens do programa, retirado do ar pela emissora, sejam analisadas para uma decisão judicial.

"O contexto guarda relevância tão somente para evidenciar que o gesto externalizado é a saudação nazista 'Sieg Heil', a qual encontra subsunção penal em razão do conteúdo inerente, cujo significado era de pleno conhecimento do ora denunciado ao tempo da conduta", aponta a denúncia.

Gesto, demissão e recontratação

No início de fevereiro, o comentarista político da "Jovem Pan" encerrou sua participação no programa "Opinião" com um gesto similar ao chamado "Sieg Heil", uma saudação nazista que, em alemão, significa 'viva a vitória'. Na ocasião, o assunto era a polêmica fala de Monark, ex-apresentador do Flow Podcast, que sugeriu que o Brasil tivesse um partido nazista dentro da legalidade. 

Após o gesto de Adrilles, a "Jovem Pan" demitiu o comentarista, que alegou ser alvo da "cultura do cancelamento". 

"A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura. Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, Um tchau é interpretado como um (sic) saudação nazista. Nazista é a sanha canceladora que não enxerga o próprio senso assassino do ridículo", escreveu no Twitter.
 
 

Na semana passada, porém, a emissora anunciou a recontratação de Adrilles. Ele voltou ao posto de comentarista do programa "Morning Show", na segunda-feira (28/03). 
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 




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