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Estado de Minas COVID-19

Queiroga sobre vacinação: 'Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil'

Ministro da Saúde cita hino da independência para defender a frase em que comparou a vida com a liberdade ao se manifestar contra o passaporte da vacinação


11/12/2021 09:32

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de máscara; atrás aparece um painel escrito Covid-19
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
BRASÍLIA, DF - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, cita trecho do hino da independência -"ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil"- para defender a frase dita nesta semana sobre comparar a vida com a liberdade.

O ministro havia dito a frase na terça-feira (7) ao anunciar que o governo havia decidido exigir uma quarentena de cinco dias de viajantes não vacinados que entrarem no Brasil.


"Está no hino da independência, né? Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil. E o sol da liberdade em raios fúlgidos. Vamos parar com essas polêmicas", disse na porta do Ministério da Saúde.

O ministro também foi questionado se teria falado contra o passaporte de vacina.

"Eu falei contra? Isso é interpretação de vocês. Pega a minha fala e vocês vão ver. Eu falei da OMS, que a OMS disse que não seria razoável discriminar as pessoas vacinadas ou não vacinadas."

Além disso, Queiroga também falou sobre o ataque de hacker na madrugada desta sexta (10). Ele defendeu a suspensão da portaria para que exista uma única regra para brasileiros e estrangeiros.

Novas regras


Após o ataque hacker ao Ministério da Saúde, o governo Bolsonaro anunciou que iria adiar em uma semana a aplicação das novas regras para o ingresso de viajantes no Brasil. As medidas entrariam em vigor neste sábado (11).

Entre elas estão a exigência de quarentena de cinco dias para não imunizados que chegarem em voos internacionais, além de teste realizado até 72 horas antes do embarque, e a apresentação de comprovante de vacinação ou de teste negativo na fronteira terrestre.

Queiroga foi questionado porque muitas pessoas não precisam de dados do Ministério da Saúde para comprovar que estão vacinadas. Há pessoas que tomaram vacinas em outras partes do mundo.

"É preciso existir uma isonomia em relação a essas questões. Eu não vou impedir o brasileiro de entrar e criar uma regra para o brasileiro e outra para o estrangeiro", afirmou.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que ainda não é possível avaliar se houve perda de dados após o ataque hacker. Isso ainda está em processo de investigação por ser uma base de dados muito extensa.

"Essa é uma pergunta que todos se fazem. O próprio ministério faz essa pergunta. A gente está finalizando as investigações. Tanto a gente quanto a empresa contratada, que hospeda os dados, tem uma política de backup. Ao importar esses dados algum dado pode se corromper. É muito cedo para afirmar categoricamente", avaliou.

A declaração foi dada na tarde desta sexta em coletiva de imprensa realizada no Ministério da Saúde.


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