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Estado de Minas FEMINICÍDIO

Acusado de esfaquear e matar ex-namorada é condenado a 24 anos de prisão

Crime ocorreu há cerca de dois anos. Alan foi sentenciado pelo crime de feminicídio com agravantes por motivo torpe e uso de meio cruel


03/12/2021 09:03

Alan Fabiano Pinto de Jesus, 44 anos, acusado de feminicídio, contra Luciana de Melo Ferreira
Alan Fabiano Pinto de Jesus, 44 anos, acusado de feminicídio, contra Luciana de Melo Ferreira (foto: Reprodução/redesociais)
Após cerca de dois anos do feminicídio da servidora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana de Melo Ferreira, 49 anos, o ex-namorado acusado de matá-la a facadas Alan Fabiano Pinto de Jesus foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília a 24 anos de prisão nesta quarta-feira (1º/12). Antes do crime, a vítima já havia denunciado o ex-companheiro por violência doméstica.

Alan era vigilante e foi sentenciado pelos crimes de feminicídio, motivo torpe e uso de meio cruel, modo que impossibilitou defesa da vítima. Os jurados aceitaram todas essas qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Com isso, fixaram a pena em 24 anos de reclusão em regime fechado. O réu não poderá recorrer em liberdade.

Luciana de Melo Ferreira foi morta em 2019
Luciana de Melo Ferreira foi morta em 2019 (foto: Arquivo Pessoal)

O caso

O acusado e vigilante Alan, com 45 anos na época, entrou no prédio onde Luciana vivia, no Sudoeste, após conseguir abrir a porta com uma senha. Imagens das câmeras de segurança do local registraram o momento em que o ex-namorado chegou encapuzado no apartamento da vítima, duas horas antes do crime. Segundo a polícia, Alan esperou escondido nas escadas, até que Luciana chegasse, às 22h32.

Em seguida, ele foi ao apartamento dela e, 17 minutos mais tarde, deixou o prédio com uma bolsa de cor escura e sem encostar na fechadura da portaria. O corpo de Luciana só foi encontrado pela filha dois dias depois com 48 perfurações feitas por um objeto pequeno. A investigação acredita que o crime foi premeditado.

Relacionamento

Luciana e Alan namoraram durante quatro meses. Em outubro de 2019, Luciana rompeu o relacionamento. Ela já havia denunciado Alan por violência doméstica, depois de um episódio em que ele jogou o carro em que ambos estavam contra uma árvore. O acusado chegou a ser preso na época, mas foi liberado com a condição de usar uma tornozeleira eletrônica.

A Justiça também o proibiu de se aproximar da vítima, dos familiares dela, do apartamento, e do local em que ela trabalhava. No entanto, no mesmo mês em que o crime ocorreu, Luciana decidiu autorizar a retirada da medida, uma vez que ela acreditava que Alan não voltaria a procurá-la.


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